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    Pesquisa no AM indica que proxalutamida pode ser eficaz contra a Covid

    A pesquisa foi liderada pelo médico dermatologista Andy Goren, da Califórnia, um dos pioneiros em pesquisas sobre a Covid-19 em parceria com o Grupo Samel

     

    Segundo o pesquisador Andy Goren, apesar de positivos, os resultados ainda não comprovam a eficácia completa
    Segundo o pesquisador Andy Goren, apesar de positivos, os resultados ainda não comprovam a eficácia completa | Foto: Linda Almeida

    Manaus - Pesquisa aponta que o remédio proxalutamida pode ser eficaz no combate e tratamento contra a Covid-19. Os resultados, ainda preliminares, foram anunciados em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça (9) pelo Grupo Samel.

    A pesquisa foi liderada pelo médico dermatologista Andy Goren, da Califórnia, um dos pioneiros em pesquisas sobre a Covid-19, em parceria com o Grupo Samel. Sua teoria começou após, em 2020, perceber uma possível relação entre andrógenos, que são hormônios masculinos, com a doença. Proxalutamida é um medicamento utilizado no tratamento em pacientes diagnosticados com câncer de próstata.

    Os resultados preliminares divulgados mostram que dos 42 pacientes hospitalizados há mais de 72 horas, acometidos por sintomas leves, nenhum precisou ser intubado, 35 (72%) que estavam em Ventilação Não-Invasiva, apresentaram melhora na saturação sanguínea, redução no comprometimento do pulmão e inclusive oito altas hospitalares.

    Segundo o pesquisador Andy Goren, apesar de positivos, os resultados ainda não comprovam a eficácia completa. “Estamos estudando há uma semana com pacientes hospitalizados. Ainda é muito cedo para dizer que o estudo comprova ou não. Nós acreditamos que se esse estudo sair de forma positiva, podemos ajudar todos do Amazonas e o mundo inteiro”, afirma.

     

    Dados apresentam melhora nos sintomas mais comuns da doença
    Dados apresentam melhora nos sintomas mais comuns da doença | Foto: Linda Almeida

    Outros resultados mostram redução na carga viral, redução na inflamação do pulmão, além de bons resultados contra nova cepa encontrada no Amazonas. “Temos inúmeras vacinas ao redor do mundo, mas ainda não sabemos se elas serão eficazes contra essa variação. Caso não sejam e esse remédio se comprove correto, podemos usá-lo”, conta. Em efeitos colaterais foi constatado apenas reações gastrointestinais.

    A parceria feita com o grupo Samel usa de pacientes internados no hospital, de forma consentida por eles, para testarem o novo medicamento. De acordo com o diretor do grupo, Alberto Nicolau, uma pesquisa maior precisa ser feita para que ele seja comprovado.

    “Aumentando isso para municípios do interior, em Itacoatiara, Parintins, precisamos de 600 pacientes para levar a pesquisa adiante. Acredito que conseguimos isso no máximo até o final da semana”, diz ao reafirmar o compromisso com a saúde. "Isso nos enche de esperança para a gente possa ter um futuro muito melhor."

    Relação com a calvície

    De acordo com o dermatologista, a pesquisa começou quando ele percebeu uma quantidade desproporcional a idade de homens calvos internados de forma grave com a doença. Assim, iniciou-se a teoria de que andrógenos têm uma influência direta na facilitação da entrada do vírus nas células do corpo, causando a doença. Os estudos com a proxalutamida começaram, pois ela atua como meio de redução rápida da atividade do receptor andrógeno.

    "Podemos parar o vírus de entrar na célula, essa era a teoria e a pesquisa que fizemos, ao redor do mundo, inclusive em Manaus", afirma o especialista Andy Goren.

    Apesar dos resultados positivos, tanto o pesquisador que está à frente desses resultados e o diretor do grupo ressaltam que não se deve buscar o medicamento para se automedicar, já que sua eficácia não é comprovada e ele não está disponível em farmácias populares.

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