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    VACINA


    Governo federal autoriza compra de vacinas da Rússia e Índia

    A compra foi autorizada com dispensa de autorização e ambas não têm registro na Anvisa nem autorização para uso emergencial

     

    Os textos informam que as aquisições terão o custo de R$ 693,6 milhões para o imunizante russo e de R$ 1,614 bilhão para a vacina indiana
    Os textos informam que as aquisições terão o custo de R$ 693,6 milhões para o imunizante russo e de R$ 1,614 bilhão para a vacina indiana | Foto: Divulgação/Semcom

    Brasil - O governo federal autorizou a compra, por dispensa de licitação, das vacinas contra a covid-19 Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, da Índia. A informação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (19).

    Os textos informam que as aquisições terão o custo de R$ 693,6 milhões para o imunizante russo e de R$ 1,614 bilhão para a vacina indiana. A publicação não informa a quantidade de doses que serão compradas.

    A modalidade de dispensa de licitação foi permitida devido às regras estabelecidas pela MP 1.026, que trouxe medidas excepcionais durante a pandemia do novo coronavírus, como aquisição de vacinas, insumos, bens e serviços de logística destinados à vacinação.

     

    Vacina russa foi aprovada, de forma emergencial no Paraguai
    Vacina russa foi aprovada, de forma emergencial no Paraguai | Foto: Divulgação/A7 Press

    Na tramitação, o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), apresentou emenda à medida para que imunizantes aprovados na Índia tivessem análise acelerada na Anvisa para o seu uso emergencial. A sugestão foi acolhida e acrescida da agência da Rússia.

    Tanto a Sputnik V quanto a Covaxin, no entanto, ainda não estão sob análise de uso emergencial na Anvisa. A agência ainda aguarda dados de segurança e eficácia para começar o processo. O órgão chegou a devolver pedido de uso emergencial da Sputnik V.

    Visitas

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou na semana passada que vai vistoriar as fábricas de 2 imunizantes contra a covid-19: Covaxin e Sputnik V. A agenda será em março. As instalações estão localizadas, respectivamente, na Índia e em Guarulhos (SP).

    Nenhuma das vacinas, por ora, podem ser aplicadas no Brasil. Os laboratórios responsáveis ainda não solicitaram o aval para uso emergencial ou registro definitivo, mas esperam obter o CBPF (Certificado de Boas Práticas de Fabricação), documento que atesta que o local certificado cumpre as recomendações e normas da agência reguladora.

     

    Imunizante produzido na Índia foi testado no Brasil com voluntários no início do ano
    Imunizante produzido na Índia foi testado no Brasil com voluntários no início do ano | Foto: Divulgação

    Segundo a Anvisa, a Bharat Biotech e a Precisa Farmacêutica –que desenvolvem a Covaxin– se preparam para apresentar à agência as informações necessárias para o pedido de estudo clínico na fase 3. A visita à fábrica do imunizante será “nos primeiros dias de março”, informa a agência.

    A União Química –que fará a produção e envase da Sputnik V no Brasil– marcou a visita de 8 a 12 de março. “A certificação para os locais de fabricação do IFA, o insumo farmacêutico ativo, no Distrito Federal e na Rússia, não foi solicitada até o momento”, ressaltou a Anvisa.

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