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    Síndrome de Haff


    Consumo de peixe causa 'doença da urina preta' em irmãs

    Confira o que fazer aos primeiros sintomas da síndrome que pode ser causada por toxina de peixes de água doce e crustáceos

     

    Acredita-se nos meios médicos que enfermidade seja causada por alguma toxina que não é destruída pelo processo  de cozimento
    Acredita-se nos meios médicos que enfermidade seja causada por alguma toxina que não é destruída pelo processo de cozimento | Foto: Reprodução

    Recife - Poucas horas depois de consumir um peixe da espécie arabaiana, também conhecido como “olho de boi”, em um almoço de família, as irmãs Flávia e Pryscila Andrade, em Recife, foram diagnosticadas com a Síndrome de Haff, doença rara e pouco conhecida caracterizada, principalmente, por escurecer a urina dos pacientes, tornando-a da cor de café, popularmente conhecida como "doença da urina preta".

    Os primeiros sintomas começaram a surgir cerca de quatro horas depois do almoço, quando Pryscila apresentou enrijecimento muscular, câimbras em todo o corpo e dificuldade de locomoção. Três outras pessoas que também estavam presentes na ocasião tiveram dores abdominais, diarreia e dor nas costas.

    Acredita-se nos meios médicos que enfermidade seja causada por alguma toxina que não é destruída pelo processo  de cozimento. A substância não altera o sabor ou a cor do alimento, o que facilita a contaminação.

    Alguns peixes que foram consumidos por pacientes diagnosticados com a síndrome incluem espécies como o tambaqui, pacu-manteiga, pirapitinga e lagostim.

    O médico infectologista e pesquisador Antônio Bandeira defende que apesar da Síndrome de Haff, inicialmente batizada como "doença misteriosa", ter relação com o consumo de peixes, as pessoas não devem modificar seus hábitos alimentares. "É preciso destacar que essa é uma situação rara, com poucas dezenas de casos entre milhões de pessoas que estão consumindo peixes. É uma situação excepcional porque se trata de uma síndrome rara", disse ele

    Sintomas

    O problema ocorre de forma repentina e causa ruptura das células musculares. A síndrome pode evoluir rapidamente: os primeiros sintomas surgem entre duas a 24 horas após o consumo de peixe ou crustáceos bem cozidos, mas contaminados.

    Além da urina preta, entre os principais sinais da doença, estão a dor e rigidez muscular, dormência, perda de força e falta de ar.

    Na presença de qualquer um dos sintomas, especialmente o escurecimento da urina, é importante que a pessoa consulte um clínico geral para que seja feita a avaliação dos sinais e a realização de exames para confirmar o diagnóstico.

    Tratamento

    O tratamento inclui hidratação, especialmente no período de 48 a 72 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas. Dessa forma, é possível diminuir a concentração da toxina no sangue e favorecer a sua eliminação por meio da urina.

    Também é recomendado o uso de analgésicos para aliviar a dor e o desconforto, além de medicamentos diuréticos para favorecer a produção de urina e promover a limpeza do organismo.

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