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    Saúde


    Dia Mundial de Combate ao Câncer é comemorado com vitória em Manaus

    A origem da leucemia ainda é desconhecida pela ciência, e a melhor forma de vencê-la é pelo diagnóstico e tratamento precoce, como ocorreu no caso de Eliziane.

     

    “A sensação é de vitória e liberdade”, disse Eliziane, após bater o sino.
    “A sensação é de vitória e liberdade”, disse Eliziane, após bater o sino. | Foto: Divulgação/Hemoam

    Manaus (AM) - O Dia Mundial de Combate ao Câncer é comemorado anualmente em 8 de abril. A data serve para conscientizar a população mundial sobre os cuidados de prevenção da segunda doença que mais mata pessoas em todo o mundo, o câncer. Eliziane Figueiredo, de 15 anos, está livre da leucemia. Ela faz parte de uma estatística que afere o percentual de até 80% de chances de cura quando o diagnóstico da doença é dado precocemente.

    Vitória

    Na tarde desta quarta-feira (7), o fim da luta da adolescente contra o câncer foi celebrado ao som do sino da cura, que fica na recepção da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), unidade de saúde referência no diagnóstico e tratamento de doenças hematológicas e onco-hematológicas.

    “A sensação é de vitória e liberdade”, disse Eliziane, após bater o sino. Ela contou que foram 11 anos de batalha contra a Leucemia Linfóide Aguda (LLA), tipo de câncer que afeta por ano 2,6% da população brasileira, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

    A LLA também é o tipo de câncer mais comum em crianças, na faixa etária de 0 a 9 anos de idade, segundo a entidade. A origem da leucemia ainda é desconhecida pela ciência, e a melhor forma de vencê-la é pelo diagnóstico e tratamento precoce, como ocorreu no caso de Eliziane.

    “Assim que os médicos desconfiaram das febres incessantes, dores no peito e cansaço excessivo, ela foi encaminhada para o Hemoam”, relatou o pai da menina, Francinaldo Pereira Machado, 46.

    Bastou um simples hemograma para identificar que alguma coisa estava errada com a saúde da criança.

    O diagnóstico aconteceu em 2009. Eliziane tinha pouco mais de 2 anos. No mesmo dia em que o hemograma apresentou alterações ela foi submetida a exames mais específicos, que comprovaram a leucemia.

     

    “Larguei tudo, emprego, minha casa e tudo que tinha em Parintins para ficar em Manaus. Mas tudo isso está sendo recompensado com a cura da Eliziane”, comemorou
    “Larguei tudo, emprego, minha casa e tudo que tinha em Parintins para ficar em Manaus. Mas tudo isso está sendo recompensado com a cura da Eliziane”, comemorou | Foto: Divulgação/Hemoam

    “Foi tudo muito rápido. No dia seguinte minha filha foi internada no Hemoam”, contou o pai, relembrando que, a partir daquele momento, a vida da família mudou completamente. “Larguei tudo, emprego, minha casa e tudo que tinha em Parintins para ficar em Manaus. Mas tudo isso está sendo recompensado com a cura da Eliziane”, comemorou.

    A médica hematologista e diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio, alerta que a leucemia é uma doença que afeta a medula óssea, onde são produzidos todos os componentes do sangue.

    Os sintomas podem se confundir facilmente com enfermidades menos graves, tais como as viroses. “Isso pode afastar o paciente do diagnóstico correto”, disse.

    Como suspeitar da leucemia

    Sampaio explicou que, quando a medula (fábrica do sangue) começa a produzir células cancerígenas, os sintomas podem variar desde uma anemia, sensação de fraqueza, febre, inchaço na região do abdômen, nódulos no pescoço, manchas escuras na pele que lembram um machucado, dores nas pernas, sangramentos e até inflamações.

    Em 2020, o Hemoam diagnosticou 170 novos casos de câncer no sangue. A maioria dos casos foram de LLA, com 68 ocorrências; em segundo lugar, a Leucemia Mieloide Crônica (22 casos), e em terceiro, a Leucemia Mieloide Aguda (14 casos). A Fundação Hemoam também trata os linfomas, câncer que afeta o sistema linfático. No ano passado, foram registrados 42 novos casos de linfoma.

    Quimioterapia x transplante

    O tratamento das leucemias e dos linfomas é realizado principalmente com quimioterapia. A administração dos quimioterápicos é a prioridade, e eles apresentam maior taxa de cura na maioria dos casos, de acordo com os especialistas.

    As chances de cura com a quimioterapia variam de 50% a 80%, dependendo do caso.

    *Em Tempo com informações da assessoria

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