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    Saúde


    Covid-19: SES-AM discute revisão das doses da vacina para comunidades

    Na reunião, foi destacada a urgência na revisão das doses de vacinas disponibilizada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) para essas comunidades.

     

    SES-AM discute revisão das doses da vacina para comunidades ribeirinhas com Consórcio da Amazônia Legal
    SES-AM discute revisão das doses da vacina para comunidades ribeirinhas com Consórcio da Amazônia Legal | Foto: Rodrigo Santos/SES-AM

    Manaus (AM) - O secretário de Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campêlo, participou, na manhã desta segunda-feira (12) de reunião virtual do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal que teve como pauta a vacinação de comunidades tradicionais da região contra a Covid-19. As informações são da assessoria. 

    Na reunião, foi destacada a urgência na revisão das doses de vacinas disponibilizada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) para essas comunidades. 

    Fundação amazonas sustentável

    A Fundação Amazonas Sustentável (FAS), por meio do superintendente Virgílio Viana, apresentou um estudo sobre a imunização das comunidades tradicionais e assinalou que o PNI precisa rever a quantidade de doses para imunização completa dessas populações, abrangendo ribeirinhos, indígenas aldeados e não aldeados, quilombolas, garimpeiros tradicionais e pescadores.

    O secretário Marcellus Campêlo, manifestou apoio à proposta, devido ao fato de o Amazonas possuir uma grande população ribeirinha e de indígenas. Outro assunto discutido foi a possibilidade de aquisição da vacina da Janssen, de dose única, para que os estados da Amazônia possam receber logo o primeiro lote. 

    “Nós apoiamos completamente essa proposta de dose única para a Amazônia. Se conseguirmos, seria o ideal. Concentrar nossas ações para a compra dessas doses e que o primeiro lote que vier seja para a Amazônia. A ideia é unir os estados da Amazônia Legal para aquisição dessa vacina e, principalmente, destiná-la a essas comunidades mais distantes, porque assim diminuiria pela metade a logística de entrega dessas vacinas nessas comunidades”,disse.

    De acordo com o secretário, devido à desaceleração da vacinação por conta da dificuldade de alcançar as comunidades tradicionais, é importante ocorrer a revisão das doses disponibilizadas no PNI. O Amazonas é uma população ribeirinha quase que completamente. Só em Manaus temos 60 quilômetros de comunidades ribeirinhas na costa da cidade para poder atingir”, explicou.

    Conforme o titular da SES-AM, assim que essas doses forem adquiridas é necessário vacinar toda a comunidade. “Precisamos chegar vacinando a comunidade toda, sem fazer a divisão por grupos. Essa medida é importante, tanto na questão de eliminar a cadeia de transmissão e também pela distância”, destacou. 

     

    Marcellus Campêlo, participou, na manhã desta segunda-feira (12/04), de reunião virtual do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal
    Marcellus Campêlo, participou, na manhã desta segunda-feira (12/04), de reunião virtual do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal | Foto: Rodrigo Santos/SES-AM

    Apoio internacional

    Na reunião do consórcio, que foi presidida pelo presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, que é secretário de Saúde do Maranhão, foram definidas três ações: a revisão das populações tradicionais para divisão das doses de vacinas; a elaboração de um plano entre os estados da Amazônia para levar a assistência de saúde a essas comunidades; e buscar ajuda internacional para aquisição de vacinas. 

    Segundo Virgílio Viana, a FAS já está atuando na interlocução com instituições privadas internacionais e nacionais para recebimento de doações de doses de vacinas para a Amazônia.

    Maranhão

    O governador do Maranhão, Flávio Dino, que é o presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, deve ser o representante dos estados da região para conseguir essas doações. 

    Uma reunião também está marcada com a Embaixada da França, no próximo dia 13 de abril, para discutir essa parceria internacional de aquisição da vacina por meio da Guiana Francesa e do Suriname, países que fazem fronteira com estados da região Norte.

    *Em Tempo com informações da assessoria

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