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    Covid-19


    Estudo aponta que brasileiros vivem 2 anos a menos por causa da Covid

    Pesquisadores concluíram que as condições sanitárias durante a pandemia podem levar o Brasil ao retrocesso de sete anos

     

    O Distrito Federal é o lugar mais afetado, com uma redução estimada de 3,68 anos
    O Distrito Federal é o lugar mais afetado, com uma redução estimada de 3,68 anos | Foto: Divulgação

    Brasil - A pandemia da covid-19 pode significar ao Brasil a primeira queda da expectativa de vida da população desde 1940. Pesquisa de Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revela que os brasileiros nascidos em 2020 têm a esperança de viver quase dois anos a menos, em média.

    Com isso, a geração deve viver até os 74,8 anos. Em 2019, esse índice foi de 76,6, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

    No Norte, o Amapá pode ter a pior condição com uma redução de 3,62 anos; seguido por Roraima, 3,43; e do Amazonas, 3,28.   

    Os pesquisadores, liderados pela demógrafa brasileira Márcia Castro, concluíram que as condições sanitárias durante a pandemia podem levar o Brasil ao retrocesso de sete anos - Uma vez que em 2013, pela pesquisa do IBGE, a esperança de vida era 74,9 anos.

    Diferenças regionais

    A situação fica ainda mais grave, quando são analisadas as regiões brasileiras separadamente. O Distrito Federal é o lugar mais afetado, com uma redução estimada de 3,68 anos. 

    O Nordeste é a segunda região mais atingida. Sergipe lidera e estimativa é de decréscimo da expectativa de vida: 2,21 anos; Ceará, recuo de 2,09; e Pernambuco, queda de 2,01.

    O Espírito Santo é o estado mais afetado no Sudeste. A perda estimada entre os capixabas é de 3,01 anos. Rio de Janeiro é o segundo, com queda de 2,62, e São Paulo, o terceiro e a redução chega a 2,17.

    Na região Sul, a pesquisa apontou que a perda de expectativa de vida deve ficar abaixo dos dois anos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

    "O número real de mortes tende a ser maior devido à vigilância deficiente, testes limitados que impediram o diagnóstico adequado, problemas com o cumprimento dos protocolos de notificação de uma suspeita de morte por covid-19 e local da morte", afirmaram os pesquisadores no estudo publicado no MedRxiv, site da Universidade de Yale com pré-publicação de artigos científicos sobre ciências da saúde.

    O ensaio explica que a diminuição da expectativa de vida é comum diante de grandes choques, como pandemia e guerras. Mas, a tendência é que os números melhorem rapidamente.

    Para chegar a essa conclusão os cientistas analisaram em conjunto dados do IBGE, dos boletins epidemiológicos das 27 Secretarias Estaduais de Saúde desde o começo da pandemia e do SIVEP-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe).

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