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    Imunização


    Anvisa autoriza produção de insumo da vacina Oxford pela Fiocruz

    Aprovação técnica veio após a inspeção que verificou as Boas Práticas de Fabricação da linha de produção

     

    Agência trabalha com a previsão de que a "validação dos processos do IFA nacional" esteja concluída em julho
    Agência trabalha com a previsão de que a "validação dos processos do IFA nacional" esteja concluída em julho | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


    Com  aprovação técnica após a inspeção que verificou as Boas Práticas de Fabricação da linha de produção da Bio-Manguinhos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta sexta-feira (30) que a Fundação Oswaldo Cruz produza o Insumo Farmacêutico Biológico (IFA) da vacina Oxford/AstraZeneca. 

    "Com isso, a Fiocruz está autorizada a iniciar a produção de lotes pilotos em escala comercial, da vacina Covid19 (recombinante) com o IFA produzido no Brasil. A produção será destinada ao SUS. Após a realização dos testes, a Fiocruz deve solicitar a inclusão do insumo no registro ou fazer um pedido de autorização de uso emergencial", informou a Anvisa.

     


    De acordo com a agência, a Bio-Manguinhos cumpre os requisitos das Condições Técnico-Operacionais (CTO) para iniciar a produção de lotes. 

    A Fiocruz trabalha com a previsão de que a "validação dos processos do IFA nacional" esteja concluída em julho para depois solicitar a inclusão do novo local de fabricação do insumo no registro da vacina. 

    "Com isto, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz", informa a fundação.

     

    Entrega de 6,5 milhões 

    Nesta sexta-feira, a Fiocruz enviou um novo lote com6,5 milhões de doses ao Ministério da Saúde. Com o novo lote, a Fiocruz alcança 26,5 milhões de doses da vacina despachadas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). 

    Do total, 19,7 milhões de doses são de abril. Ou seja, 74% das entregas já feitas pela fundação ao governo foram realizadas neste mês. 

    Até esta sexta, 77,8% de todas as doses aplicadas no Brasil foram da CoronaVac, contra 22,2% da vacina de Oxford/AstraZeneca. 

    Cronograma e atrasos 

    A Fiocruz tem contrato com ministério para entregar 104,4 milhões de doses no 1º semestre e 110 milhões no 2º semestre. 

    A produção da Fiocruz sofreu atrasos que começaram com problemas na importação do IFA. Eram aguardados ainda em janeiro insumos suficientes para 15 milhões de doses, como disse o então ministro Eduardo Pazuello. Ele explicou que, como compensação pelo atraso, a AstraZeneca se comprometeu a entregar 12 milhões de doses prontas. 

    Mas os atrasos continuaram em fevereiro, travando a utilização da fábrica que é capaz de produzir até 1,4 milhão de vacinas por dia e impedindo as primeiras entregas previstas já para a segunda semana daquele mês.


    * Com informações do G1


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