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    Vacinação


    Ministério da Saúde avalia 3ª dose para quem tomou Coronavac

    Estudo, que também analisará a intercambialidade de vacinas, será realizado com 1.200 voluntários. Resultado deve sair em novembro

     

    coronavac
    coronavac | Foto: divulgação

    BRASÍLIA - O Ministério da Saúde encomendou pesquisa para analisar a efetividade de uma terceira dose de vacina contra a Covid-19 para quem tomou CoronaVac. Realizada em parceria com a Universidade de Oxford, o resultado deve começar ficar pronto em novembro. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira em conversa com jornalistas. 

    "(O estudo) é para avaliar reforço em indivíduos que tomaram primeira e segunda dose da CoronaVac. Por que isso? Porque (para) essa vacina nós não temos uma publicação na literatura detalhada acerca da sua efetividade. Todas as respostas precisam ser dadas a partir de ensaios clínicos". Afirma o ministro Marcelo Queiroga. Ainda não há estudos conclusivos sobre a duração da proteção da Coronac, da Sinovac Biotech com o Instituto Butantan.

    A empresa e o centro de pesquisa não participarão do estudo. "Para a vacina da Pfizer, de Oxford/AstraZeneca e da Janssen, já existem publicações mostrando realmente proteção em até um ano. Em relação à CoronaVac, nós precisamos avaliar isso. Existem estudos que já mostram que a proteção começa a cair com seis meses". Conta a pesquisadora da Universidade de Oxford e coordenadora do estudo, Sue Ann Costa Clemmens.

    Além de avaliar o tempo de proteção conferido pela CoronaVac, a pesquisa também ajudará a analisar a intercambialidade de vacinas, isto é, a mistura de doses fabricadas por diferentes laboratórios. 

    "Estaremos vacinando pessoas que já tenham tomado duas doses da Coronavac, seis meses depois da segunda dose, em quatro grupos: um grupo tomará reforço com a vacina da Coronavac, um outro com a Janssen, da Pfizer e da AstraZeneca", completa a médica. 

    O estudo deve começar daqui a duas semanas.

    Ao todo, serão 1.200 voluntários em São Paulo, junto à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e em Salvador, com o Hospital São Rafael.

    Poderão participar pessoas que já receberam duas doses de Coronavac há pelo menos seis meses. Os participantes serão divididos em grupos por idade — de 18 a 59 anos e acima de 60 — e por dose de reforço.

    *Com informações da assessoria 

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