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    Fases do luto


    Choro de cantores em shows por morte de Marília mostra fase do luto

    As chamadas "fases do luto" devem ser respeitadas e especialistas apontam que cada um reage em ordem diferente

     

    Maiara e Maraísa, Henrique e Juliano, Gusttavo Lima e Luíza Sonza choraram diante do público quando lembraram da cantora sertaneja
    Maiara e Maraísa, Henrique e Juliano, Gusttavo Lima e Luíza Sonza choraram diante do público quando lembraram da cantora sertaneja | Foto: Reprodução

    A morte precoce de uma cantora em ascensão pegou todos de surpresa na última sexta-feira, o dia 5 de novembro.

    Marília Mendonça e mais quatro pessoas morreram em um grave acidente aéreo. Psicólogos avaliam os amigos próximos da cantora, que ultimamente apresentam shows com estado de melancolia e choro. As atitudes de perda demonstram uma das fases do luto. 

    Maiara e Maraísa, Henrique e Juliano, Gusttavo Lima e Luíza Sonza choraram diante do público quando lembraram da cantora sertaneja. 

    Se você perdeu alguém nesta pandemia, sabe bem que a perda é difícil de lidar. 

    Saiba quais são:

    Primeiro estágio: negação

    Conhecido como fase de isolamento, a primeira das cinco etapas do luto serve como um mecanismo de defesa temporário, um para-choque, que alivia o impacto da notícia, uma recusa a confrontar-se com a situação. Pensamentos como “aquilo não pode ter acontecido, não comigo, não com ela” são comuns nesse período.

    Ocorre em quem é informado abruptamente a respeito da morte. Embora considerada a fase inicial, esse comportamento pode aparecer também em outros momentos do processo do luto. 

    Segundo estágio: raiva

    O segundo momento, da raiva, acontece quando as pessoas saem da introspecção intensa da negação e, finalmente, começam a externalizar um sentimento: a revolta. Neste caso, os indivíduos tornam-se por vezes agressivos. 

    Há também a procura de culpados e questionamentos, tal como: “Por que ele?”, com o intuito de aliviar o imenso sofrimento. Além disso, lembranças das abstenções e planos não realizados podem se refletir em um comportamento hostil. 

    Terceiro Estágio: negociação/barganha

    Na terceira, das cinco fases da perda, os pensamentos de que as coisas podem voltar a ser como antes prevalecem e a pessoa tenta “negociar” consigo mesma ou com os outros para que isso aconteça.

    Trata-se de uma tentativa de adiar os temores diante da situação. Assim, os indivíduos buscam firmar acordos com figuras que, segundo suas crenças, teriam poder de intervenção sobre a situação. 

    Geralmente, esses acordos e promessas são direcionados a Deus, em casos de morte. Porém, quando se trata de fim de relacionamento, por exemplo, isso poderia ser observado em tentativas de restabelecer uma conexão que já não está mais lá. 

    Quarto Estágio: depressão

    É a partir deste momento que o indivíduo começa a lidar, verdadeiramente, com a perda. Uma vez que a pessoa atravessou as fases de natureza mais combativas, como a autodefesa da negação e confronto da raiva, ela costuma vivenciar o luto de forma mais intensa na quarta fase.

    A depressão é divida em preparatória e reativa. A depressão reativa ocorre quando surgem outras perdas devido à morte, como a perda de papéis do âmbito familiar. 

    Já a depressão preparatória é o momento em que a aceitação está mais próxima. É quando as pessoas ficam quietas, repensando e processando o que elas vivenciaram e analisando o impacto da experiência na sua vida. 

    Quinto Estágio: aceitação

    Por fim, a última etapa do luto é a aceitação. Quando se chega a esse estágio, as pessoas lidam com seus sentimentos de forma serena. É o momento em que conseguem expressar de forma mais clara sentimentos, emoções, frustrações e dificuldades que as circundam. 

    Quanto mais negarem, mais dificilmente chegarão a este último processo. Cabe ressaltar que esses estágios não são um roteiro a ser seguido e que podem sofrer alterações de acordo com cada perspectiva pessoal.

    Receba ajuda no seu processo de luto

    O apoio psicológico no luto é importante para ajudar o sujeito a compreender o processo da perda e aceitar a nova realidade. O assunto morte ainda é pouco dialogado entre as famílias. 

    Assim, quando um falecimento acontece, as pessoas são tomadas por muitas angústias e também pela necessidade de falar sobre esse sofrimento. A terapia é o espaço de escuta clínica especializada, onde há espaço para falar e olhar para as dores muitas vezes reprimidas. 

    Sentimento de culpa, mágoas e rancores podem ser abordados no atendimento psicológico, sem julgamento, permitindo que novos significados e vivências sejam elaboradas. 

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