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    Diagnóstico precoce


    Diagnóstico tardio dificulta tratamento do câncer de mama masculino

    O oncologista Ramon de Mello explica como esse tumor se manifesta nos homens

     

    As estimativas nacionais mostram que esse tumor responde por 1% dos casos de câncer masculino
    As estimativas nacionais mostram que esse tumor responde por 1% dos casos de câncer masculino | Foto: Reprodução

    São Paulo (SP) - Apesar da baixa incidência entre os homens, o câncer de mama apresenta um alto percentual de mortalidade entre o público masculino. As estimativas nacionais mostram que esse tumor responde por 1% dos casos de câncer entre os homens.

    “Infelizmente, o diagnóstico ainda é realizado tardiamente, impactando nos resultados do tratamento”, alerta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp, da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).

      A atenção aos sinais é importante para um diagnóstico precoce. O câncer de mama masculino apresenta sintomas como surgimento de um caroço próximo ao mamilo, retração do mamilo, dor unilateral na mama e secreção pelo mamilo.  


    O médico oncologista explica que alguns homens podem apresentar aumento da mama ou mesmo caroço, mas o caso mais comum é denominado de ginecomastia: “O importante é consultar um especialista e tirar a dúvida”.

    O câncer de mama masculino tem maior incidência em homens mais velhos e está ainda relacionado a distúrbios do fígado, além da obesidade.

    “Os fatores genéticos também podem contribuir para o aumento dos riscos, mas depende de cada caso”, explica o pesquisador da Unifesp.

    O médico ressalta a importância de o homem também conhecer o seu corpo e fazer o autoexame com frequência.

    “Qualquer alteração, ele precisa procurar um médico. Vale sempre lembrar que o diagnóstico precoce na oncologia é essencial para alcançar um resultado positivo no tratamento”, afirma Ramon de Mello.

    Sobre Ramon Andrade de Mello

    Oncologista clínico e professor adjunto de Oncologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

    *Com informações da assessoria

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