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    Risco médio


    Combate ao Aedes aegypti vai exigir mais dedicação em Manaus

    O segundo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado em outubro de 2017

    No primeiro diagnóstico de infestação do Aedes, realizado em janeiro de 2017 | Foto: José Nildo (Semsa) e Altemar Alcântara (Semcom)

    Relatório apresentado pelo Ministério da Saúde, com base nos dados do segundo diagnóstico de infestação do mosquito Aedes aegypti colocam Manaus em estado de alerta para o surgimento de casos das doenças transmitidas por este vetor. 

    Na tentativa de reverter o quadro, a subsecretária de Gestão em Saúde da Semsa, Lubélia Sá Freire, apresentou os planos da Prefeitura de Manaus para combate ao transmissor que teve como valor encontrado para o Índice de Infestação Predial (IIP) 2,1%, considerado de médio risco com valores que estão entre 1,0% e 3,9%.

    “A série histórica do LIRAa realizado no município vem, ao longo do tempo, apresentando médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes, com melhora do indicador, visto que o município tem reduzido o Índice de Infestação. No primeiro diagnóstico de infestação do Aedes, realizado em janeiro de 2017, o índice de infestação predial foi de 2,6%”, afirmou Lubélia.

    O segundo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado em outubro de 2017. O percentual de depósitos com focos de mosquitos, que apresentou o Índice de Breteau (IB) foi de 2,9%, enquanto que, em janeiro de 2017, apresentou um índice de 3,4%.

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    Os depósitos que mais contribuíram para a proliferação do mosquito Aedes aegypti em Manaus, segundo dados do diagnóstico, foram o lixo em recipientes, garrafas, latas, ferro velho, com 35,3%, o que já apontava acréscimo no primeiro diagnóstico da infestação do Aedes realizado em janeiro deste ano, quando o valor encontrado foi de 31,1%. Os índices apontam a necessidade de uma somatória de esforços, envolvendo outras secretarias para que o combate a esse mosquito ocorra de maneira mais efetiva. 

    Armazenamento

    Os recipientes de armazenamento de água para consumo em nível de solo, como tambores, tonéis ou camburões, barril, tina, representaram 34,9%, apresentando significativa melhora desse indicador, visto que no LIRAa realizado em 2016, esse valor era de 52,5%, demonstrando que  as ações de intensificação e combate ao vetor com estratégias complementares de controle por meio da proteção desses depósitos com distribuição de capas protetoras tiveram resultado positivo.

    Os resultados do 2º Diagnóstico de Infestação pelo Aedes de 2017 foram agregados com outras informações acerca da ocorrência de casos das doenças transmitidas pelo Aedes, com a intenção de serem definidas as áreas prioritárias para a intensificação das ações de controle do mosquito no município de Manaus a partir do mês de novembro.  

    O levantamento aponta que o Distrito de Saúde com maior infestação é o DISA Leste com Índice de Infestação Predial (IIP) de 4,5% e Índice de Breteau (IB) de 5,6%, porém quando são associados os índices entomológicos e o número de casos notificados das doenças transmitidas pelo Aedes, o Distrito Oeste apresenta o maior número de localidades de alta vulnerabilidade para transmissão de doenças causadas pelo Aedes. 

    A análise constatou que dos 63 bairros oficiais, nove são prioritários, classificados em Alta Vulnerabilidade: São José, Jorge Teixeira, Alvorada, Redenção, Bairro da Paz, Compensa, Flores, Adrianópolis, Petrópolis.

    Trinta e quatro bairros foram classificados em Média Vulnerabilidade: Armando Mendes, Coroado, Zumbi, Gilberto Mestrinho, Tancredo Neves, Cidade de Deus, Novo Aleixo, Cidade Nova, Col. Santo António, Col. Terra Nova, Monte das Oliveiras, Nova Cidade, Santa Etelvina, Santo Agostinho, Lírio do Vale, Nova Esperança, Planalto, Dom Pedro, São Jorge, Vila da Prata, Santo Antônio, Parque 10, Aleixo, Nossa Senhora das Graças, Centro, Cachoeirinha, Educandos, Santa Luzia, Vila Buriti, Raiz, São Francisco, Japiim, Distrito Industrial I e Morro Liberdade.

    Vinte bairros foram classificados em Baixa Vulnerabilidade: Tarumã Açú, Lago Azul, Tarumã, Ponta Negra, Novo Israel, São Geraldo, Presidente Vargas, Chapada, Glória, Nª Sª Aparecida, São Raimundo, Betânia, Crespo, São Lázaro, Colônia Oliveira Machado, Praça 14, Distrito Ind. II, Puraquequara, Col. Ant. Aleixo e Mauazinho.

    No primeiro diagnóstico, realizado em janeiro deste ano, Manaus apresentava 21 bairros classificados em alta vulnerabilidade, 35 em média vulnerabilidade e sete em baixa vulnerabilidade.

    Os índices apontam a necessidade de uma somatória de esforços
    Os índices apontam a necessidade de uma somatória de esforços | Foto: José Nildo (Semsa) e Altemar Alcântara (Semcom)

    Intensificação das ações

    As ações serão intensificadas para controle do vetor prioritariamente nas áreas de maior vulnerabilidade, com os Agentes de Controle de Endemias (ACEs) e Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) realizando a visita casa a casa; realização de atividades de educação em saúde com ampla implantação da estratégia ‘10 minutos contra o Aedes’, e, principalmente, o maior envolvimento dos moradores e de lideranças locais, além da continuidade de ações interinstitucionais com as demais Secretarias do Município, buscando através de parcerias com outras instituições públicas e privadas, apoio para o enfrentamento do Aedes no município, principalmente junto à Secretaria de Limpeza Pública (Semulsp).

    “Nós precisamos contar com o apoio da comunidade para que os focos do mosquito desapareçam e que não haja condições para o aparecimento de novos criadouros. Só assim vamos diminuir os riscos de proliferação das doenças que são causadas por esse mosquito”, finalizou Lubélia.

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