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    Motoristas em Manaus já mostram alta carga de estresse

    Não existe fórmula para evitar os incômodos, mas cultivar a paciência ainda é a melhor estratégia – foto: Reprodução
     
     
     
    Atualmente tornou-se quase impossível não se estressar no trânsito de Manaus, a sensação é de estar encurralado, pois nenhum ser humano se sente confortável em uma situação em que há impedimento a sua mobilidade. Esse problema é constante nas principais vias de acesso da capital amazonense, em geral nos horários de picos.
    Mas apesar de parecer inofensivo, o estresse no trânsito pode desencadear uma série de problemas emocionais e físicos. Segundo a psicóloga Thaís Sampaio, durante qualquer trajeto acontecem diversas situações que proporcionam esse desgaste emocional.
    “Dirigir é uma atividade de risco, além da possibilidade de acidentes, o simples dia a dia frente ao volante pode trazer vários problemas de saúde. Além do aperto no peito, úlceras, hipertensão, problemas cardíacos é comum também lesões nos pulsos, e em outras articulações, dificuldades no trabalho, dificuldades de relacionamentos, e uma forte tendência ao alcoolismo e depressão”, citou.
    Para diminuir o estresse enquanto dirige, a psicóloga recomenda que o motorista procure relaxar. “O conselho que dou é tentar usar bem o tempo perdido no trânsito e tentar minimizar o estresse no volante, pois podemos estar diante um perigoso inimigo (estresse no trânsito) que produz, o desequilíbrio emocional e que por sua vez pode torna-se fonte de crimes e grandes tragédias. Basta que se tenha uma arma de fogo ou chave de rodas a fúria descontrolada da força física e emocional como ferramentas que pode causar no outro motorista uma grave lesão ou até a morte”, completou Thaís.
    EstressadinhosA supervisora de aeroporto, Bruna Alencar, 23, utiliza diariamente o carro para trabalhar e ir à faculdade onde estuda. Para ela, o que mais incomoda é a atitude e falta de educação dos outros motoristas.
    “Costumo xingar mesmo, mas dentro do meu carro, grito para extravasar a raiva. Tem muito motorista que dirige sem dar seta (sinalizar ultrapassagem), fico irritada com a falta de cortesia de muitos”, reclama.
    Já o radialista Caíque Varella, 37, revela que às vezes sente dor de cabeça após enfrentar o trânsito e não poupa os, como ele denomina, “ruins de roda”, de gritos e exclamações no meio da rua.
    “Reclamo muito, xingo e chamo de Tranca Rua e Ebo de Encruzilhada. Tem gente que parece não saber dirigir. Uns três palavrões que grite funcionam como uma hora de terapia. Me ajuda a desestressar”, afirmou.
     A psicóloga Thaís Sampaio diz que xingar e exteriorizar nem sempre são as melhores opções, até por que o estresse não afeta as pessoas da mesma maneira, depende das características de cada um, do momento de cada um por isso depende muito.
    “Isso varia de pessoa para pessoa, talvez uma pessoa que grite alto, xingue outra pessoa alivie momentaneamente aquela situação, mas vale lembrar que gritar ou xingar não vai fazer o trânsito andar, não vai fazer parar de chover, por exemplo. A paciência, como estratégia do bom senso continua sendo o melhor remédio”, finalizou.