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Pneumologista alerta para riscos do uso do cigarro eletrônico

Cigarro eletrônico tem sido tendência entre os jovens no Brasil. Em Manaus, o jovem Allan ficou três dias na UTI por conta do aparelho

Nesta semana, um jovem manauara foi internado por uso excessivo de cigarro eletrônico. Allan Douglas, de 30 anos de idade, teve o pulmão perfurado. Uma tomografia constatou a lesão e ele teve que ficar treze dias internado, três deles foram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com a pneumologista Ana Clara, o uso do aparelho é prejudicial à saúde pulmonar.

“O cigarro eletrônico é prejudicial à saúde pulmonar por expor os pulmões à fumaça, ao material particulado. Alguns possuem propilenoglicole na fumaça, que ao ser exalada pode levar a reações de hipersensibilidade, pneumonites e broncoespasmos. Embora pareçam inofensivos, os ‘e-cigs’ contém nicotina que mantém a dependência dela”,

detalhou.

Apesar do produto ter a comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seu uso tem sido cada vez mais comum entre os jovens no Brasil.

Jovem teve pneumonia química causada por cigarro eletrônico. Foto: Reprodução

“Lição de vida”

Allan falou ao Em Tempo como foi passar por essa experiência. O manauara contou que ficou três dias na UTI e, depois, dez dias no aparamento do hospital para continuar com o tratamento.

“Foram os piores dias da minha vida, cheguei com muita dor no peito, fui medicado e ao fazerem um raio-x, viram que tinha sido perfurado e entrando água no pulmão”,

contou.

Tão danoso quanto o comum, o cigarro eletrônico é também conhecido como ‘vape’, podendo ser em forma de caneta ou parecido com um pen drive. Os aparelhos são compostos, no geral, de uma lâmpada de LED, bateria, microprocessador, sensor, atomizador e cartucho de nicotina líquida.

Jovem ficou internado por treze dias. Foto: Acervo pessoal

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) não são seguros e possuem substâncias tóxicas, podendo causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e câncer.

O jovem manauara disse, ainda, que pretende parar com o consumo do cigarro eletrônico e considera importante falar sobre o assunto para alertar as pessoas. “Eu vou levar isso como lição de vida. Agora posso ter voz para alertar o consumo exagerado disso para meus amigos e as pessoas que usam”, afirmou.

Uma tomografia constatou a lesão no pulmão de Allan. Foto: Acervo pessoal

Edição: Leonardo Sena

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