É profundamente lamentável e inaceitável o tratamento discriminatório que a economia da Amazônia, especialmente representada pela Zona Franca de Manaus (ZFM), tem recebido em certos círculos. A utilização de incentivos fiscais como ferramenta para reduzir desigualdades regionais é uma prática historicamente consolidada e eficaz. Inúmeros países utilizam este mecanismo de política fiscal para redução das desigualdades regionais. No entanto, quando se trata da Amazônia, essa estratégia é frequentemente alvo de críticas infundadas, evidenciando preconceito, desconhecimento e oportunismo político. É mesquinho e desonesto que grupos empenhados em ganhar status partidário usem o artifício da mentira para manipular a consciência do tecido social.
Incentivos Fiscais: Uma Ferramenta Histórica e Universal
Os incentivos fiscais são instrumentos tradicionais da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), destinados a estimular a formação de capital fixo e social em regiões menos desenvolvidas, com o objetivo de gerar emprego e renda, promovendo o desenvolvimento econômico e social. O que seria do Sudeste sem a economia ancorada em contrapartida fiscal? A ZFM, estabelecida há 58 anos, é um exemplo emblemático dessa política, tendo transformado os rumos desenvolvimentistas da Amazônia Ocidental e do Amapá, reduzindo desigualdades regionais e impulsionando a economia nacional*.
Contribuições da Zona Franca de Manaus
A ZFM mais do que atrair investimentos significativos para a região, também desempenha um papel definitivo na preservação ambiental. No setor de Duas Rodas, registramos modelos de motocicletas que alcançam mais de 90% de verticalização fabril. Ou seja, está baseada em insumos regionais. Ao oferecer alternativas econômicas sustentáveis, o Brasil contribuiu para a manutenção da floresta amazônica, evitando a exploração predatória dos recursos naturais. Ao gerar mais de 500 mil empregos, entre diretos e indiretos, e oferecer múltiplas oportunidades de negócios, a ZFM eleva a qualidade de vida de milhares de famílias e responde por emprego e renda e geração de riqueza para 30% de toda a Região Norte.
Preconceito e Desinformação: Obstáculos ao Desenvolvimento
É deplorável que, apesar dessas contribuições inegáveis, incluindo a substituição de produtos importados com itens de classe mundial, ZFM ainda seja alvo de críticas baseadas em desinformação e preconceito. Argumentos que desconsideram a importância estratégica da ZFM para o Brasil refletem uma visão míope e oportunista, que ignora os desafios enfrentados por regiões historicamente desprovidas de infraestrutura competitiva.
Por um país justo e sustentável
É imperativo combater o preconceito e a desinformação que cercam a economia da Amazônia. A Zona Franca de Manaus é um exemplo de como políticas públicas bem estruturadas podem promover o desenvolvimento regional, reduzir desigualdades e preservar o meio ambiente. Defendê-la é defender um Brasil mais justo, equilibrado e sustentável.
() *Nelson Azevedo é economista, empresário, presidente do Sindicato da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e de Materiais Elétricos de Manaus (SIMMMEM), conselheiro do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM
Leia mais: A Zona Franca que o Brasil Precisa Conhecer e Defender
Para ficar por dentro de outras notícias e receber conteúdo exclusivo do portal EM TEMPO, acesse nosso canal no WhatsApp. Clique aqui e junte-se a nós! 🚀📱