Manaus (AM) – O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, anunciou nesta segunda-feira (20) a paralisação da categoria. Segundo ele, os ônibus só voltarão a circular normalmente após o pagamento dos salários dos trabalhadores.
A greve começou por volta das 13h30 e afetou o transporte coletivo em diferentes pontos da capital. Inicialmente, os impactos foram maiores na região central de Manaus.
“Nesse exato momento a categoria está de braços cruzados. Eu avisei, pagaram para ver e está aí. Não vai ter ônibus. Não vão rodar enquanto o dinheiro não estiver na conta do trabalhador”, declarou.
Rodoviários cobram salários
De acordo com Givancir Oliveira, a categoria decidiu cruzar os braços após o atraso nos pagamentos. Além disso, o presidente do sindicato afirmou que os trabalhadores não pretendem retornar às atividades enquanto não receberem os valores.
“Minha categoria está revoltada com essa humilhação. Não tem previsão de volta enquanto o trabalhador não receber”, afirmou.
Ainda segundo o sindicalista, novas paralisações podem ocorrer caso o impasse continue sem solução.
Transporte tem redução na frota
Com o início da greve, passageiros enfrentaram dificuldades para se deslocar pela cidade. Os ônibus pararam em diversas áreas de Manaus e deixaram usuários sem atendimento regular.
Até a atualização desta reportagem, empresas de transporte, Prefeitura de Manaus e Governo do Amazonas apresentaram seus posicionamentos sobre a situação.
Prefeitura nega débitos
Em nota, a Prefeitura de Manaus afirmou que não possui débitos referentes a 2026 com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
Segundo o município, os compromissos financeiros do ano corrente estão em dia. Além disso, a prefeitura informou que mantém diálogo com os sindicatos para garantir a continuidade do transporte coletivo.
Governo cita repasses do Passe Livre
Por outro lado, o Governo do Amazonas informou que cumpre as obrigações relacionadas ao Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual em Manaus.
Segundo o Executivo estadual, o Estado repassou R$ 31.101.000,60 ao Sinetram em 2025.
Sobre valores pendentes, o governo afirmou que realizou um depósito judicial no ano passado, conforme decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública. No entanto, os recursos ainda não foram liberados porque, segundo a nota, o Sinetram não assinou a petição conjunta necessária para concluir o processo.
Além disso, o Estado informou que segue os critérios definidos pela Justiça do Amazonas para calcular os repasses da meia-passagem estudantil, com base no valor de R$ 2,50 por tarifa utilizada.
Para o governo, o acesso aos dados de utilização do benefício pelos estudantes é necessário para validar os valores. Segundo a administração estadual, essas informações ainda não foram entregues pelo Sinetram.
Por fim, o Governo do Amazonas afirmou que mantém o diálogo aberto e busca uma solução que garanta a continuidade do benefício com transparência e segurança jurídica.
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