Quando um sintoma se torna persistente é hora de procurar um médico especialista. A orientação se baseia não só nos impactos para a qualidade de vida do paciente, mas como na possibilidade de gravidade do quadro. Um exemplo é a dor, considerada aguda quando tem duração de até três meses ou crônica se ultrapassa este período.

“A dor crônica tem mecanismos de sensibilização do corpo, o que torna a dor a própria doença. Já a aguda é o sintoma de algo que está errado no organismo”, explica a médica especialista no tratamento da dor, Alexandra Rafainni.

A dor crônica afeta atividades diárias, sono e bem-estar do paciente. Segundo informações da Rede D’Or, o problema pode surgir após um quadro de lesão ou infecção. Há casos em que a dor crônica surge por alterações químicas, devido a um câncer, em pessoas com artrite ou artrose, endometriose, doença inflamatória intestinal, cistite intersticial ou disfunção da articulação temporomandibular.

Dores constantes nas articulações, dores neuropáticas ou na coluna, que podem, ainda, desaparecer e voltar com frequência, precisam ser investigadas. Além disso, problemas digestivos, como estomacais e alterações intestinais, podem sugerir avaliação de profissional.

Entre outros sintomas persistentes que merecem avaliação estão dor que não passa ou piora e tem duração superior a dez minutos; dor que não melhora com analgésico comum, associada à prostração, febre, alterações de fala, força ou sensibilidade; dificuldade respiratória grave ou sensação de sufocamento; vômitos, evacuação ou tosse com sangue; dor abdominal intensa e súbita; perda de força ou dormência em membros, especialmente se surgir de repente; confusão mental.

Por que procurar um especialista?

Segundo informações da Demografia Médica do Conselho Federal de Medicina de 2025, o Brasil registra, a cada ano, o aumento do número de médicos especialistas e generalistas. 

O estudo revela que, ao final do ano passado, o país contava com 597.428 médicos ativos.

No atendimento médico generalista, como em casos de emergência em unidades de saúde, o foco tende a ser o controle dos sintomas com o possível encaminhamento para um especialista caso haja a persistência das manifestações.

Já o atendimento médico especialista permite investigar as causas para fechar um diagnóstico com precisão e iniciar o tratamento adequado. Para isso, são solicitados exames, de acordo com as queixas dos pacientes. Para quem apresenta dores abdominais persistentes, por exemplo, o especialista pode solicitar a ressonância e abordar o que é colonoscopia com biópsia.

Para dores na coluna, os exames permitem investigar qual é o tratamento adequado, o que pode incluir desde sessões de fisioterapia até indicação para cirurgias. A avaliação para esse tipo de procedimento integra a rotina de o que faz um neurocirurgião de coluna

Pesquisa realizada pela WE Marketing Médico afirma que as buscas por médicos especialistas cresceram, em média, 50,58% entre 2019 e 2023. Entre as especialidades mais procuradas estão oftalmologia, endocrinologia, urologia, otorrinolaringologia, ginecologia e obstetrícia, ortopedia e traumatologia, dermatologia, endoscopia, psiquiatria, e neurologia. 

Alguns sintomas são direcionamentos claros para especialidades específicas. Na neurologia, os sinais de alerta são dores de cabeça intensas, tonturas frequentes ou alterações de memória. Na cardiologia, palpitações, falta de ar inexplicável e dor ou sensação de pressão ou aperto no peito. Na psiquiatria, os sinais de alerta estão relacionados a problemas nas relações interpessoais, no convívio social ou no funcionamento biológico, como sono e apetite, devido a questões emocionais. Já na oftalmologia, a visão embaçada precisa ser avaliada. 

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