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Investigação aponta para ligação clandestina como possível causa de deslizamento em Manaus

O incidente atingiu casas em uma área considerada de “risco” para construções de moradias

O deslizamento de terra no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, que aconteceu neste domingo (19), teve como principal causa provável uma ligação clandestina de tubulação de água que sobrecarregou a encosta. O incidente atingiu casas em uma área considerada de “risco” para construções de moradias.

Três pessoas foram socorridas e encaminhadas a hospitais da cidade, enquanto duas seguem desaparecidas. A Prefeitura de Manaus está prestando assistência às vítimas.

O prefeito em exercício de Manaus e secretário de Infraestrutura, Renato Junior, esteve no local e destacou a atuação da prefeitura e de outros órgãos na ação de resgate e suporte.

“Hoje foi um dia difícil no bairro Redenção. Um deslizamento causado por uma ligação clandestina afetou 6 casas construídas em área de risco, deixando cinco vítimas, sendo três lesionadas, conforme informações divulgadas até o momento. O prefeito David Almeida prestou solidariedade e colocou a Prefeitura de Manaus à disposição para ajudar. Seguimos firmes, confiando em Deus a todo momento”, afirmou Junior.

Equipes da Seminf trabalham na proteção do talude que perdeu a vegetação, com a implantação de uma lona para evitar que o solo encharque em caso de novas chuvas e cause novos deslizamentos. Maquinário também está sendo utilizado na busca pelos desaparecidos.

Técnicos da Defesa Civil identificaram uma rede de drenagem clandestina com vazamento há meses, conforme relatos de moradores da área. Para o secretário-executivo da Defesa Civil de Manaus, Gladiston da Silva, essa foi a principal causa do deslizamento. 

“Inicialmente, a gente auxiliou nas buscas das vítimas, fez todo esse trabalho de identificação dos moradores, de casas que estavam em risco, e no segundo momento, a gente passou a trabalhar para identificar as questões que culminaram neste desastre. Em contato com as famílias e com moradores da parte de cima desse barranco, eles informaram que uma conexão clandestina foi feita e estava vazando há meses. Esse foi o principal ponto de contribuição para que ocorresse o colapso desse barranco”, explicou.

Buscas

Resgate de vítima Foto: Divulgação

Outra equipe trabalha na limpeza e desobstrução para viabilizar o acesso de uma retroescavadeira e uma escavadeira hidráulica, que serão utilizadas nas buscas pelos desaparecidos.

A Seminf também atua na iluminação da área, por meio da Unidade Gestora de Projetos de Energia (UGPM- Energia), que acompanha a concessionária Manaus Luz na instalação de projetores de LED para auxiliar o corpo de bombeiros nas buscas.

“Vale ressaltar que o corpo técnico atribui o deslizamento de terra à sobrecarga no talude, advindo de uma ligação clandestina de tubulação de água. Uma irregularidade, infelizmente, recorrente na nossa cidade. Esse erro atrelado ao contexto dessa área, imprópria para construção de moradias, nos traz ao dia de hoje. As equipes da Seminf têm atuado dia após dia na contenção de erosões, já sanamos 32 áreas como essa, mas é claro que ainda há muito trabalho a fazer e faremos”, complementou Renato Junior.

As secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf), Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Limpeza Urbana (Semulsp), Segurança Pública e Defesa Civil (Semseg), Saúde (Semsa), o Centro de Cooperação da Cidade (CCC) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) trabalham em conjunto na operação para minimizar os danos.

Assistência

O primeiro contato assistencial é realizado pela Semasc. Até o momento, oito famílias já foram incluídas no benefício Auxílio-Aluguel, por meio do Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e Emergências. Além disso, os atingidos receberão outros benefícios eventuais de acordo com suas necessidades, como cestas básicas, kits de higiene pessoal, colchões, entre outros.

Equipes técnicas da Seminf atuam emergencialmente para conter os danos. Engenheiros informam que as moradias foram construídas em área de risco, sem rede de drenagem profunda instalada, e que a rede de drenagem superficial está em pleno funcionamento.

*Com informações da assessoria

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