O mercado da beleza masculina deixou de ser uma aposta passageira e se consolidou como um dos segmentos mais dinâmicos da economia brasileira. O Brasil ocupa a quarta posição mundial em consumo de produtos de beleza e lidera o lançamento de soluções voltadas ao público masculino, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Dados da entidade indicam que o setor de estética, feminina e masculina, cresceu 567% nos últimos cinco anos e emprega mais de 480 mil profissionais direta ou indiretamente.
O avanço não é pontual. Projeções de longo prazo mostram expansão consistente: estudos estimam que o segmento global de ‘grooming’ masculino pode crescer em torno de 9,1% ao ano até 2030, reflexo de uma mudança cultural e de hábitos de consumo entre homens. No Brasil, esse movimento também se traduz em empreendedorismo. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), houve crescimento de 16% na abertura de novos negócios no ramo de barbearias e estética masculina, evidenciando a expansão dos serviços especializados.
É nesse ambiente que o empresário Bruno de Souza Pereira abriu a Barbearia Bianchinni. Com 14 anos de experiência no empreendedorismo e cinco à frente do negócio, ele afirma que o setor segue promissor. “Vejo o mercado em expansão e sustentável. O homem está cada vez mais inserido no mercado da beleza”, diz.
Segundo Bruno, a motivação vai além do lucro. “O que motiva é a capacidade de expansão e ir além do que um concurso ou emprego de carteira assinada limita, além de poder melhorar a vida das pessoas com o meu serviço e produto, gerando emprego e renda.”
O modelo de barbearia também evoluiu. O espaço passou a oferecer experiências como spa dos pés, sala VIP e serviços de visagismo. Mas o grande diferencial está na prótese capilar. “O serviço de prótese capilar é um sucesso. Hoje você consegue sair da calvície em questão de horas. Tem transformado vidas”, afirma.
A aposta surgiu após identificar uma demanda crescente. “Estou sempre buscando atualização. Conheci a prótese em uma viagem e resolvi trazer para Manaus. Somos pioneiros no segmento”, conta. Hoje, o serviço representa parcela relevante do faturamento e conta com presença própria nas redes sociais.
Para o empresário, o preconceito ainda existe, mas está em queda. “Com informação de qualidade e resultados que falam por si, o preconceito tem deixado de ser barreira.”
Os planos até 2027 incluem ampliar a unidade atual e abrir uma nova operação. “Quero ser referência em prótese capilar na região Norte nos próximos cinco anos”, projeta.
O mercado acompanha essa ambição. O autocuidado masculino deixou de ser tabu e se tornou um vetor consistente de negócios, geração de renda e transformação de comportamento.
O desafio global de reinventar o copo de café
Pede o café, pega o copo ‘de papel’, bebe e segue. Parece inofensivo, mas não é. Esse hábito empurra centenas de bilhões de copos descartáveis para o lixo todos os anos. O detalhe irônico é que a maioria desses copos tem plástico na sua composição.
Na Índia, pesquisadores do IIT Roorkee criaram copos comestíveis de milheto: aguentam bebida quente, não vazam e eliminam o plástico da equação. Simples e funcional.
Em outra frente, fungos entram em cena. O micélio dos cogumelos já substitui plástico e isopor em embalagens nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. Ainda não chegou ao cafezinho da esquina, mas o caminho está dado.
Na Europa, a aposta vem com investimento público: 4 milhões de euros para copos de café feitos de algas, liderados pela britânica Notpla, para acabar com o plástico escondido nos copos ‘ecológicos’.
O recado é claro: talvez o problema nunca tenha sido o café, e sim o copo!
Estudo revela potencial comercial de fungo da Amazônia para cosméticos sustentáveis
Em um momento em que o mundo inteiro discute sustentabilidade com mais urgência do que nunca, a ciência brasileira volta os olhos para onde sempre esteve uma das maiores riquezas do planeta: a Amazônia.
Mas, desta vez, não se trata apenas de preservar, mas sim de compreender, pesquisar e transformar conhecimento em inovação.
Entre as pesquisas que vêm chamando atenção está o estudo de um fungo isolado na Amazônia brasileira, capaz de produzir pigmentos naturais com potencial aplicação na indústria cosmética. O trabalho foi conduzido por pesquisadores brasileiros e teve seus resultados publicados na revista científica ACS Omega. Em laboratório, o microrganismo demonstrou capacidade de gerar compostos pigmentares com estabilidade e atividade antioxidante, características essenciais para formulações cosméticas.
Os pesquisadores identificaram que o pigmento extraído do fungo apresenta boa intensidade de coloração, estabilidade em diferentes condições de pH e temperatura e, principalmente, ação antioxidante, fator que agrega valor funcional ao ingrediente, indo além da função estética. Testes iniciais também indicaram baixa toxicidade celular, um passo importante para futuras aplicações industriais.
Hoje, grande parte dos corantes utilizados em cosméticos ainda deriva de processos petroquímicos ou de cadeias produtivas com alto impacto ambiental. Ao investigar microrganismos da floresta capazes de gerar pigmentos naturais por meio de fermentação, a ciência abre caminho para alternativas potencialmente mais limpas, com menor geração de resíduos e menor dependência de insumos fósseis.
Do copo cheio à escolha consciente: o setor de cerveja está mudando
A indústria cervejeira vive um momento curioso – e revelador. Essa semana, de um lado, a Heineken anunciou um plano global de reestruturação com corte de até 6 mil postos de trabalho. De outro, a Ambev divulgou crescimento de 67% em 2025 na categoria de cervejas zero álcool, dentro do seu portfólio voltado ao chamado ‘wellness’.
À primeira vista, parecem movimentos opostos. Na prática, são sinais de uma mesma transformação estrutural.
Apesar de o Brasil ser um dos maiores mercados de cerveja do mundo, o consumo per capita que gira em torno de 60 a 65 litros por ano, mostra estabilidade nos últimos anos, refletindo maturidade de mercado.
O que está mudando não é apenas o quanto se bebe, mas, sobretudo, o que se bebe.
Dados recentes apontam que o segmento de cervejas sem álcool e de baixo teor alcoólico está entre os que mais crescem no mundo. A Euromonitor projeta crescimento anual de dois dígitos para essa categoria em vários mercados até o fim da década. No Brasil, a estimativa é de que o consumo de cerveja zero ultrapasse 800 milhões de litros em 2026, consolidando o país como um dos principais polos de expansão desse segmento.
Essa mudança está diretamente ligada ao comportamento do consumidor. A geração mais jovem consome menos álcool do que gerações anteriores, prioriza saúde, bem-estar e experiências. A moderação deixou de ser exceção e virou padrão em muitos contextos sociais. O resultado é uma migração interna dentro do próprio setor: menos foco no volume tradicional e mais ênfase em valor agregado, segmentação e diversificação de portfólio.
RÁPIDAS & BOAS
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) promove um curso de campo voltado ao estudo da bioacústica e da comunicação animal em ambientes naturais da floresta amazônica. A formação é organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior (BADPI) e será realizada no arquipélago de Anavilhanas, no Amazonas, com duração de seis dias de imersão científica. As inscrições podem ser realizadas até domingo (15/2) pelo e-mail ([email protected]).
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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) abriu inscrições para 120 vagas para a Especialização, na modalidade do Ensino à Distância (EaD), em Direito e Processo do Trabalho. As inscrições podem ser realizadas até quarta-feira (18/2) pelo e-mail ([email protected]).

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