Uma chacina deixou três pessoas mortas e uma sobrevivente na manhã desta segunda-feira (17), na Travessa Arthur Bernardes, próximo à avenida São Jorge, zona Oeste de Manaus. Entre os mortos está Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, professor da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segundo informações apuradas no local, quatro homens ainda não identificados invadiram a residência por volta das 10h30 e agrediram as pessoas que estavam no imóvel. As vítimas apresentavam ferimentos provocados por arma branca. Logo depois, os suspeitos fugiram.

Quem são as vítimas

  • Guilherme Pereira Lima Filho, 66 anos: professor da Faced/Ufam, dedicou quase quatro décadas à formação de professores. Ele se formou em Pedagogia pela Ufam, em 1988. Além disso, concluiu mestrado em Engenharia de Produção e doutorado em Ciências da Educação.
  • Francisco das Chagas Moraes Santão, 67 anos: pai de Isabella e marido de Dilma, conforme informações de uma amiga da família.
  • Isabella Coelho Moraes, 29 anos: segundo uma amiga da família, Isabella era pessoa com deficiência e tinha dificuldades de fala e locomoção. Por isso, recebia cuidados do pai, que a acompanhava diariamente até a escola. Além disso, a polícia apura a informação de que Isabella prestaria depoimento em um processo judicial nos próximos dias.
  • Dilma Cilene Lima Sampaio, 53 anos: sobreviveu ao ataque e recebeu atendimento do Samu.

Sobrevivente recebe atendimento

Após o ataque, Dilma chegou às 11h15 ao Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Pereira. Uma equipe do Samu realizou o primeiro atendimento e levou a paciente até a unidade.

Conforme o registro clínico, Dilma apresentava ferimentos nas regiões frontal e parietal da cabeça, provocados por coronhadas. Além disso, ela estava desorientada no momento da avaliação.

Na unidade, a equipe médica realizou uma sutura. Em seguida, encaminhou Dilma para uma tomografia computadorizada de crânio. Às 11h55, a paciente permanecia no hospital e aguardava uma nova avaliação.

Até aquele momento, no entanto, o hospital ainda não havia divulgado o resultado do exame nem novas informações sobre o estado de saúde da paciente.

Polícia investiga chacina em Manaus

Moradores da região afirmaram que não ouviram os tiros. No entanto, relataram ter escutado gritos de socorro vindos da residência.

Após receber os chamados, equipes da Polícia Militar, incluindo Rocam e Força Tática, chegaram ao local. Além disso, a Polícia Civil iniciou os primeiros levantamentos para esclarecer o crime.

Enquanto isso, o Instituto Médico Legal (IML) recebeu os corpos das três vítimas fatais. Na sequência, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu a investigação.

Até o momento, a polícia não identificou os quatro suspeitos. Da mesma forma, os investigadores ainda não divulgaram uma linha definida sobre a motivação do crime.

Por fim, a polícia também deverá apurar se existe alguma relação entre o ataque e o possível depoimento que Isabella prestaria nos próximos dias.

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