Com expectativa de gerar mais de R$ 60 bilhões até o fim de 2026, a indústria da beleza consolida seu peso na economia brasileira.

Atualmente, o país ocupa o quarto lugar no ranking global de consumo do segmento, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.

Além disso, a expansão de clínicas especializadas, a diversificação de serviços e a crescente atenção ao bem-estar aquecem o mercado e elevam o nível de exigência por profissionais qualificados.

Celebração das profissões da beleza no Brasil

É nesse contexto que o mês de janeiro ganha relevância ao marcar oficialmente a celebração das profissões da beleza no Brasil, conforme estabelece a Lei nº 12.592/2012.

A data, comemorada em 19 de janeiro, reconhece o trabalho de cabeleireiros, esteticistas, manicures e outros especialistas da área.

Mais do que uma homenagem, a iniciativa reforça a qualificação profissional como fator central para quem busca aproveitar as oportunidades de um setor em expansão.

“A formação técnica deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um requisito essencial para quem quer se destacar nesse mercado”, afirma Viviane Melo, coordenadora dos cursos de beleza e estética do Centro de Ensino Técnico (Centec).

Conforme a coordenadora, os cursos da área integram teoria e prática, acompanham as tendências do setor e priorizam inovação e bem-estar.

“Os alunos aprendem desde os conceitos básicos até técnicas avançadas, sempre com atenção ao atendimento ao cliente e à precisão dos procedimentos”, completa.

Educação técnica

Como reflexo dessa evolução, as instituições de ensino ampliam o investimento em formação prática, um dos principais diferenciais da educação técnica.

No Centec, que já dispõe de um salão de beleza totalmente equipado para treinamentos, o maior aporte previsto para 2026 será a criação de uma unidade exclusiva de laboratórios. O espaço deve incluir salas práticas voltadas à massoterapia e à estética.

Além do conteúdo técnico, a professora destaca o desenvolvimento de habilidades valorizadas pelo mercado. “Exercitamos o bom atendimento, a prática precisa e foco na satisfação do cliente”, comenta.

De acordo com Viviane Melo, a instituição também acompanha os egressos para mensurar os índices de empregabilidade.

“O Centec realiza o acompanhamento dos alunos egressos por meio do setor Integrador, que funciona como uma agência de encaminhamento para estágio e emprego. Muitas vezes, o próprio aluno ou os parceiros informam sobre a contratação”, afirma.

Dados da plataforma Glassdoor indicam que um técnico em estética contratado recebe, em média, cerca de R$ 2 mil por mês, enquanto o técnico em massoterapia pode alcançar ganhos de até R$ 3,1 mil mensais.

Além disso, a renda pode ultrapassar R$ 10 mil mensais no caso de profissionais autônomos com carteira própria de clientes.

Empreendedorismo

Paralelamente, o crescimento do empreendedorismo também influencia a estrutura dos cursos. Pequenos negócios no segmento da beleza, como clínicas de estética, estúdios especializados e atendimentos personalizados, se multiplicam e demandam profissionais que aliem domínio técnico, visão estratégica e bom relacionamento com o cliente.

“Os alunos são estimulados desde o início a enxergar o empreendedorismo como um caminho possível na área, e muitos já realizam serviços remunerados ainda durante a formação”, conclui a professora.

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