O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu uma investigação para apurar as agressões cometidas por um policial militar (PM) em Eirunepé, no interior do estado. O caso ganhou repercussão após vídeos divulgados nas redes sociais mostrarem o agente dando um tapa em uma mulher e, depois, um soco em um homem aparentemente algemado.
A investigação foi instaurada pela Promotoria de Justiça do município por meio de uma Notícia de Fato. Segundo o MPAM, a medida ocorreu após denúncias formais e pedidos de providências feitos por autoridades locais.
O Ministério Público deu prazo de 48 horas para que o Comando da Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Delegacia de Polícia de Eirunepé prestem esclarecimentos sobre o caso.
Entre os pedidos feitos pelo órgão estão informações sobre a abertura de procedimento disciplinar contra o policial. O MPAM também quer saber se houve afastamento definitivo das atividades operacionais e recolhimento da arma funcional.
Segundo o despacho, as imagens mostram o policial identificado como Aldo Bertone Fernandes Vasconcelos sem farda dentro de uma residência. Nas gravações, ele aparece agredindo um suposto casal enquanto um agente da Guarda Municipal acompanha a ocorrência.
O Ministério Público também pediu a abertura imediata de inquérito policial, caso ainda não exista investigação formal. Além disso, requisitou a identificação das vítimas, testemunhas e dos agentes envolvidos na ação.
No documento, o promotor responsável pelo caso afirmou que os fatos causaram forte repercussão social em Eirunepé. Por isso, segundo ele, o caso exige uma apuração rápida, imparcial e objetiva.
PM afastou policial
Após a divulgação dos vídeos, a Polícia Militar do Amazonas informou que o caso aconteceu em outubro de 2025. A corporação afirmou que já determinou a apuração da conduta dos policiais envolvidos.
Segundo a PM, o policial que aparece nas imagens foi afastado das funções operacionais.
A corporação informou ainda que a ocorrência terminou com apreensão de drogas e condução dos envolvidos para a delegacia do município. Mesmo assim, a PM destacou que as agressões registradas no vídeo não seguem os protocolos operacionais da instituição.
Ainda conforme a corporação, os policiais envolvidos seguem sendo investigados e poderão ser responsabilizados após o fim do procedimento administrativo.
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