O avanço das queimadas em Autazes, no interior do Amazonas, provoca cenas de desespero entre moradores. Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra uma mulher pedindo socorro diante das chamas próximas de casas. Além disso, ela cobra ajuda das autoridades para enfrentar os incêndios.

Ao mesmo tempo que as comunidades sofrem com o fogo e a fumaça, o uso de queimadas em propriedades rurais também preocupa. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou autuações contra proprietários após identificar o uso ilegal do fogo associado à abertura de pastagens.

Fogo ameaça moradores e coloca propriedades na mira

Antes das fiscalizações, o Ibama havia notificado 725 propriedades rurais sobre os riscos de propagação das queimadas. Por isso, o caso levanta questões sobre a prevenção de incêndios e o uso do fogo nas atividades agropecuárias.

Além disso, a pressão da agropecuária sobre a vegetação nativa não começou agora. Em 2023, o próprio Ibama já havia registrado a retirada de mata para abrir pastagens em Autazes. Esse histórico ajuda a contextualizar o problema. No entanto, não comprova que todos os incêndios atuais tenham a mesma origem.

Ministério Público investiga os incêndios

Diante da gravidade do cenário, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para apurar os incêndios no município. Para isso, o órgão busca informações de instituições municipais, estaduais e federais. A investigação pretende esclarecer as ocorrências e verificar as medidas adotadas.

No vídeo que circula nas redes sociais, a moradora relata dificuldades para conter as chamas e questiona a assistência oferecida à comunidade. Além disso, ela cobra explicações sobre a atuação das aeronaves na região. Por outro lado, os órgãos responsáveis ainda precisam esclarecer as circunstâncias relatadas.

Atividades rurais entram no debate

Além de combater os focos ativos, as autoridades precisam esclarecer como os produtores utilizam o fogo nas propriedades rurais. Também devem informar quais medidas preventivas adotaram e como fiscalizam possíveis queimadas ilegais.

Enquanto isso, moradores tentam proteger suas casas e famílias. Diante desse cenário, a crise em Autazes exige respostas que vão além do combate imediato às chamas. É necessário esclarecer os impactos das atividades econômicas na floresta, a atuação da fiscalização ambiental e a responsabilização de quem descumpre a legislação.

Leia mais

Governador convoca comitê de urgência contra queimadas após 10 dias de fumaça sufocando Manaus