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Editorial

A vacina e o direito à vida

No Amazonas, apesar dos reiterados apelos e esforços do governador Wilson Lima e do prefeito de Manaus, David Almeida, ainda existem grupelhos de negacionistas

Juristas e especialistas em política sanitária vivem a repetir aos quatro ventos que, no caso da pandemia do coronavírus, o direito individual desaparece ante o direito coletivo de respeito e preservação da vida.
No Amazonas, apesar dos reiterados apelos e esforços do governador Wilson Lima e do prefeito de Manaus, David Almeida, ainda existem grupelhos de negacionistas que se opõem, de forma deliberada, à vacina, insuflando a população a não comparecer aos postos onde ocorrem as ações de imunização contra a Covid-19.


Prova desse absurdo foi o ato de um grupo negacionista, na manhã de ontem, na Câmara Municipal de Manaus, protestando contra a decisão da Prefeitura da capital de exigir o Cartão de Vacinação para poder permitir a entrada de estudantes nas salas de aula das escolas da rede pública municipal de ensino.


Para os negacionistas, a obrigatoriedade do Cartão constitui crime contra a privacidade dos cidadãos, o que não se sustenta diante do direito coletivo de salvar toda uma sociedade da pior pandemia que já assolou a humanidade e que levou à óbito mais de 600 mil brasileiros.

Segundo os órgãos sanitários, a conta dos óbitos só não ultrapassou 1 milhão por causa, justamente, da vacina que elevou as defesas imunológicas das pessoas, tornando, agora, menos letal a Covid-19. Não fosse a vacina, o preço da tragédia seria gigantesco. Por isso, o Cartão Vacinal deve ser, sim, obrigatório. O negacionismo é criminoso.

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