×
carnaval

Escolas de samba dão show no 1º dia de desfile do Grupo Especial no RJ

Apresentações iniciaram na noite de sexta e se estendeu até a madruga deste sábado. Desfilaram no primeiro dia de apresentação, a Imperatriz Leopoldinense, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Viradouro, Beija-Flor

As escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro iniciaram as apresentações na Sapucaí nesta sexta-feira (22), entrando pela madrugada deste sábado (23). Os desfiles começaram às 21h30 (de Manaus), com a Imperatriz Leopoldinense, e terminaram com a tradicional Beija-Flor.

Em São Paulo, as escolas também desfilaram no Sambódromo do Anhembi. As apresentações foram marcadas pela emoção.

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz foi para a avenida com uma homenagem a sua própria história, apostando em fantasias e carros alegóricos luxuosos. Muito brilho e cores como prata e dourado foram utilizadas pela escola. O carnavalesco Arlindo Rodrigues, morto em 1987, que comandou os títulos da escola de Ramos em 1980 e 1981, foi um dos temas do desfile.

A cantora IZA brilhou como rainha de bateria, assim como em 2020, ano em que a agremiação foi campeã da Série A. Fafá de Belém também esteve presente no carro abre-alas. A escola teve dificuldades com um dos carros alegóricos, que deixou buracos durante o desfile, e com uma das integrantes da comissão de frente, que perdeu parte da fantasia no início.

Mangueira

A tradicional Mangueira foi a segunda na Sapucaí e trouxe homenagens para ícones do Carnaval e da comunidade da Zona Norte do Rio de Janeiro: o compositor Cartola, o cantor Jamelão e o mestre-sala Delegado. Geralmente os sambas-enredo trazem um pico de alegria no refrão, mas a escola de samba inovou e apresentou um ritmo diferente, com melodia durante toda a composição, do primeiro ao último trecho.

A escola resolveu focar mais nos diversos tons da cor rosa, tanto nos carros alegóricos quanto nas fantasias. Um dos destaques no desfile foi um carro alegórico que soltava perfume de laranjeira. Trata-se do perfume preferido de Dona Zica, grande amor de Cartola. A comissão de frente também realizou uma surpreendente troca de roupa, mas um dos carros alegóricos passou apagado pelos últimos setores da avenida.

Marquinho Art’Samba, intérprete da Mangueira, não se sentiu bem durante o desfile e foi encaminhado ao posto médico. Ezio Laurindo, filho do homenageado Delegado, também passou mal e foi removido para o Centro de Emergência Regional, no Centro do Rio de Janeiro. Além deles, outros integrantes também foram socorridos durante o desfile.

Salgueiro

A terceira escola de samba a passar pela avenida foi a Salgueiro. A agremiação levantou a Sapucaí com um samba-enredo animado, que contava com um grito de guerra de resistência no refrão: “Sal-guei-ro, Sal-guei-ro!”, cantava o público presente, no gogó. Grávida, Viviane Araújo esteve presente como Rainha das Matas. A rainha de bateria já se tornou um símbolo da agremiação por conta dos diversos desfiles realizados.

Com mais de 150 ativistas e intelectuais negros na avenida e um grupo de refugiados de diferentes países, trouxe muito da questão religiosa e da cultura negra no Rio de Janeiro. As fantasias, muito bem produzidas, trouxeram um colorido para o desfile. A bateria da escola de samba, por sua vez, ousou e realizou várias paradinhas.

O abre-alas da teve certa dificuldade para sair da avenida e o último carro alegórico teve pequenos problemas para entrar na Sapucaí. Com muitos integrantes, a agremiação acelerou um pouco o passo para fechar dentro do tempo estipulado.

São Clemente

Uma das apresentações mais esperadas da noite, a São Clemente desfilou com um enredo em homenagem a Paulo Gustavo. Várias pessoas importantes na vida do humorista, como o viúvo Thales Bretas, a mãe Déa Lúcia, e a irmã Juliana Amaral, estiveram presentes na Sapucaí com a escola de samba. Outros nomes como Carol Trentini, Samantha Schmütz, Marcelo Adnet e Fábio Bartelt também marcaram presença com a São Clemente.

Apesar da emocionante lembrança, a agremiação teve problemas no carro abre-alas no começo do desfile. Mesmo não sendo em uma área avaliativa, a situação demorou para ser resolvida e gastou tempo com a escola parada na avenida, fator que refletiu no fim do desfile. Além disso, o primeiro carro, parte da comissão de frente, teve um problema no gerador e andou apagado em boa parte da Sapucaí.

Viradouro

A Viradouro foi a quarta escola a entrar na avenida, já na madrugada deste sábado (23). A agremiação entoou o enredo Não Há Tristeza que possa Suportar Tanta Alegria.

A escola criou uma paralelo entre o Carnaval de 2022 com o de 1919, que ocorreu após a gripe espanhola, pandemia que vítimou milhares de pessoas.

Beija-Flor

A Beija-Flor encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. Na madrugada deste sábado (23), a agremiação trouxe o enredo Empretecer o Pensamento é Ouvir a voz da Beija-Flor, puxado pelo intérprete Neguinho da Beija-Flor.

O carnavalesco Alexandre Louzada propõe um desfile que resgata personagens, a história e a cultura negra. Com duas ex-BBBs no desfile, Natália Deodato e Brunna Gonçalves, a Beija-Flor enfrentou pequenos problemas técnicos.

*Com informações do Metrópoles

Edição web: André Moreira

Leia mais:

Morre menina de 11 anos que foi atropelada por carro alegórico no Carnaval do Rio

Naiara Azevedo é atração nacional de festival em Coari

Programa Cine Total entrevista cineasta amazonense Gabriel Bravo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.