O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que suspendeu, por 90 dias, as visitas dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Flávio classificou a medida como “desproporcional e desarrazoável” e afirmou que a decisão seria uma tentativa de “interferir nas eleições”.

Segundo o senador, a determinação deixou Jair Bolsonaro “incomunicável” e aumentou o sentimento de “injustiça” entre apoiadores do ex-presidente.

“Claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes interferir nas eleições deste ano. Não bastando a injustiça cometida por ele com Jair Bolsonaro. É mais um grande sentimento coletivo de injustiça”, disse Flávio.

Senador questiona critérios da decisão do STF

Além disso, Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão do Supremo não apresenta critérios claros. Ele citou outras ocasiões em que cartas escritas por Jair Bolsonaro foram divulgadas publicamente e disse que não houve medidas semelhantes.

“Só poderia falar com ele em outubro depois do primeiro turno. Alguém acha coincidência? Que tem algum critério? Por que me dar 48 horas para falar sobre essa carta, algo que já aconteceu outras quatro vezes. Essa é a quinta carta que o presidente Bolsonaro escreve e que se torna pública”, disse na publicação.

A suspensão das visitas ocorreu após Flávio divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual Jair Bolsonaro o apontou como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Na decisão, Moraes destacou que uma das medidas cautelares impostas ao ex-presidente proíbe a “utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

Flávio afirma que acionará a OAB

Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro também informou que procurou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para defender suas prerrogativas como advogado de Jair Bolsonaro.

Os advogados da campanha do senador afirmaram que pretendem recorrer da decisão na Justiça. A defesa argumenta que Flávio atua como advogado do ex-presidente.

“Não vai poder impedir que um advogado não converse com seu filho. A OAB vai entrar no circuito, uma prerrogativa inegociável. Nem que seja desta forma absurda e restritiva. Estamos no processo de formalizar. Então eu quero fazer uma espécie de desabafo por que tá muito claro que o que o Alexandre de Moraes quer é tirar ele da domiciliar, humilhá-lo”, afirmou o congressista.

(*) Com informações da CNN Brasil

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