O governo federal prepara uma nova fase do programa Desenrola Brasil voltada para trabalhadores informais e pessoas adimplentes. A iniciativa busca oferecer crédito com juros mais baixos para quem mantém as contas em dia, mas ainda enfrenta dificuldades no mercado financeiro.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o anúncio da nova linha de crédito deve ocorrer até o início de junho.
Nova fase do Desenrola mira informais
O governo pretende ampliar o alcance do Desenrola Brasil e incluir trabalhadores informais. Esse público, que não possui renda fixa mensal, costuma pagar juros mais altos ao buscar crédito.
Durigan destacou que o trabalhador informal enfrenta instabilidade financeira e, por isso, acaba sendo mais penalizado pelo sistema.
Crédito mais barato para quem paga em dia
A proposta também beneficia pessoas adimplentes. Mesmo com contas em dia, muitos brasileiros lidam com taxas de juros elevadas.
O objetivo é incentivar o bom pagador e facilitar o acesso a crédito mais justo. A medida busca equilibrar o sistema e ampliar oportunidades financeiras.
Novo Desenrola amplia renegociação de dívidas
Recentemente, o governo lançou uma reformulação do Desenrola Brasil. O programa atende pessoas com renda de até cinco salários mínimos, atualmente R$ 8.105.
A iniciativa permite renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A proposta é aliviar o orçamento das famílias e reduzir o endividamento.
Estudantes do Fies também entram no programa
O novo modelo do Desenrola também inclui a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Além disso, o governo estuda incluir estudantes adimplentes nas próximas etapas do programa.
Governo quer incentivar pagamento de dívidas
O ministro Dario Durigan afirmou que o Desenrola não incentiva a inadimplência. Segundo ele, o foco é estimular o pagamento das dívidas e fortalecer a economia.
O alto nível de endividamento, de acordo com o ministro, resulta dos impactos da pandemia e da estagnação da renda nos últimos anos.
A expectativa do governo é aproveitar o cenário pós-pandemia para incentivar a renegociação e promover maior equilíbrio financeiro entre os brasileiros.
(*) Com informações na Agencia Brasil
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