Manaus (AM) – Uma mulher de 22 anos e seu companheiro, de 49 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil do Amazonas pelos crimes de estupro de vulnerável e favorecimento à exploração sexual. As capturas ocorreram nesta segunda-feira (25), no bairro Tancredo Neves, zona leste da capital. O casal é investigado por abusar e comercializar a própria filha e enteada, uma criança de apenas sete anos.
As investigações da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) iniciaram após familiares da vítima flagrarem o crime. Segundo a delegada Brenda Viana, tios da menina entraram no quarto da residência durante a ausência da mãe e encontraram o padrasto com a menor em circunstâncias que comprovavam o abuso sexual.
O flagrante gerou revolta e o tio da criança tentou conter o suspeito para proteger a sobrinha. Nesse momento, a mãe da menina chegou ao local, pegou uma faca e atacou o próprio irmão, ferindo a mão dele para defender o companheiro e garantir a fuga do agressor.
No decorrer do inquérito policial, a Depca descobriu um esquema ainda mais grave de violência. Os indícios apontam que a mãe utilizava a filha de sete anos como moeda de troca, entregando a criança para outros homens na comunidade em troca de dinheiro e entorpecentes. Em depoimento especial com psicólogos da especializada, a vítima confirmou os abusos contínuos do padrasto e relatou que era estuprada por desconhecidos sempre com o consentimento e intermediação da genitora.
Diante do histórico de horror e risco iminente, a Polícia Civil representou pelos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Os agentes capturaram a mulher dentro da residência da família, localizada no Beco Itapiranga. O padrasto acabou localizado e detido logo em seguida em via pública, na rua Pedra Azul.
Durante a operação, as equipes policiais apreenderam aparelhos eletrônicos na casa dos suspeitos, que serão submetidos à perícia técnica no Instituto de Criminalística para identificar os outros homens que pagavam pelos abusos da menor. O casal responderá judicialmente por estupro de vulnerável e favorecimento à exploração sexual de menor, permanecendo na unidade prisional à disposição da Justiça.
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