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Pesquisa aponta que 76,1% das famílias relataram estar endividadas

As dívidas feitas no final de 2021 se fazem presentes nas faturas do primeiro trimestre de 2022. Somado a isso, os boletos do IPTU, IPVA, material escolar e as necessidades básicas de casa

Pesquisa relatou aumento em procura por empréstimos. Foto: Reprodução/BV

No Brasil, 50% dos meninos e meninas de 12 a 17 anos usariam o dinheiro de um empréstimo para empreender. Isso é o que diz um estudo da Datafolha, encomendado pelo C6 Bank.

Já a pesquisa da plataforma de estratégias online HeroSpark, realizada com pessoas de até 30 anos, das classes A, B e C, mostrou que três a cada cinco jovens brasileiros querem ser empreendedores. Em destaque, desejos comuns: a independência financeira sobressaiu com 67%, seguido por autonomia no trabalho, com 39%, e tempo flexível, com 33%.

Para alcançar essa independência financeira, os jovens apostam no empréstimo como um primeiro suporte no qual acreditam que vale a pena arriscar. Segundo uma pesquisa do Datafolha, investir no próprio negócio seria a principal razão para assumirem uma dívida.

Contudo, para se tornar um profissional bem-sucedido, é preciso ressaltar que não basta somente investir em empréstimos para a conquista de um negócio, mas também ter força de vontade para o próprio aperfeiçoamento em busca de novas especializações e cursos profissionalizantes.

Aumento de dívidas

Diante de um cenário pandêmico, muito se discute sobre o endividamento das famílias brasileiras. De acordo com a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 76,1% das famílias relataram estar endividadas neste começo de ano. A crise econômica freou o planejamento financeiro do brasileiro e o fez rever seus gastos e prioridades de consumo.

As dívidas feitas no período do final de ano se fazem presentes nas faturas do primeiro trimestre de 2022. Somado a isso, os boletos do IPTU, IPVA, material escolar e as necessidades básicas de casa. Uma parcela da população sempre teve um déficit de educação financeira e isso reflete no crescimento da taxa de pessoas endividadas.

Brasileiros têm acumulado dívidas. Foto: Reprodução/Migalhas

Solicitação de empréstimo

Segundo a edição de janeiro do Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), somente no primeiro mês deste ano, as solicitações de empréstimos tiveram um aumento de 40% em comparação a dezembro de 2021, subindo de 124 para 174 pontos (base janeiro/2021=100), e um crescimento de 74% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Com base no levantamento, um dado chama atenção: a razão de empréstimo para pagamento de dívidas ficou em primeiro lugar, com 32,16%, enquanto a abertura de negócio próprio apareceu em seguida e chegou a 15,71%. Neste último, os números estão atrelados também ao crescimento de MEIs cadastrados no Brasil. Só em 2022, de acordo com a Receita Federal, houve um crescimento de quase 2 milhões de microempreendedores individuais. Somado a isso, está o crescimento do empreendedorismo por necessidade, em que os brasileiros viram na abertura do negócio próprio uma alternativa para saírem do endividamento.

Empréstimos são válvula de escape para quem deve. Foto: Reprodução/bxblue

Além disso, a procura por empréstimo teve um crescimento de 8,2% no mês passado em relação a janeiro de 2021 e cresceu 29,5%, quando comparado com o mês de dezembro do ano passado.

Ainda segundo o IFE, após oito meses consecutivos em alta, janeiro registrou queda de 12% nos pedidos de empréstimo para viagem na comparação com dezembro de 2021, caindo de 251 para 221 pontos. Já no comparativo anual, o primeiro mês de 2022 mostrou crescimento de mais de 120% em relação a janeiro do ano passado nas solicitações de crédito para viagens, subindo de 100 para 221 pontos.

Parte dessa queda está relacionada ao fato do brasileiro ter que pagar as dívidas contraídas no final do ano passado, além de arcar com o vencimento das despesas básicas de todo primeiro trimestre do ano, como os boletos do IPTU, IPVA, material escolar, que passam a ser prioridades no orçamento doméstico.

*Com informações de Monitor Mercantil

Edição: Leonardo Sena

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