Parlamentares do Amazonas se manifestaram, nesta quarta-feira (26), contra a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de integrarem o núcleo central da trama golpista de 2022.
O Partido Liberal (PL) do Amazonas utilizou suas redes sociais para manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em publicação nesta quarta-feira (26), o PL relembrou o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018 durante a campanha presidencial e o destacou como um marco de sua trajetória política.
“6 de setembro de 2018, por volta das 15h40, foi quando Jair Messias Bolsonaro (@jairmessiasbolsonaro) fez do próprio corpo um escudo da nossa democracia. Doeu e abalou, mas ele resistiu àquela dor. Hoje, por um milagre, vivo, e com tantas vozes chamando seu nome, o sistema segue insatisfeito. Tudo bem, ele nunca quis agradar à máquina. Bolsonaro só serve a Deus a ao seu povo! E é por isso que o Brasil ficará ao seu lado, de novo e de novo…”
O deputado federal Alberto Neto (PL) usou suas redes sociais para defender o ex-presidente e classificou a decisão como perseguição política.
“Trata-se da maior perseguição político-judicial da história do Brasil, motivada por inconfessáveis desejos, por vaidades e por claros interesses políticos de impedir que @jairmessiasbolsonaro participe e ganhe a eleição presidencial de 2026.”
Ele também reiterou que Bolsonaro não estava em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023, durante os atos golpistas. “Bolsonaro não estava em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023, não foi encontrada nenhuma referência em seus celulares sobre a organização da manifestação e mesmo assim querem, injustamente, vincula-lo aos atos daquele dia, que teriam a intenção de “depor” um governo eleito.”
A deputada estadual Débora Menezes (PL) compartilhou um vídeo em suas redes sociais no qual também criticou a decisão. No vídeo, a parlamentar ainda alegou que a rapidez na aceitação da denúncia seria uma tentativa de afastar Bolsonaro da disputa presidencial de 2026.
“Eu acabei de subir do plenário e estava acompanhando aqui, e para surpresa de zero pessoas, o Supremo aceitou a denúncia e o Bolsonaro virou réu. Agora, a gente fica pensando: por que o Bolsonaro virou réu? Por causa de corrupção? Por causa de dinheiro na cueca? Por enviar milhões para o exterior? Não, por uma tentativa de golpe de Estado. Cara, vamos lá. Toda essa rapidez, toda essa celeridade do Alexandre de Moraes só tem uma explicação: eles querem prender o Bolsonaro para tirá-lo de vez da disputa de 2026. E é realmente vergonhoso o que tem acontecido aqui no nosso país”, argumentou a parlamentar em trecho do vídeo.
Débora Menezes finaliza o vídeo afirmando que o que está acontecendo no Brasil é algo nunca visto antes “uma tentativa de, a qualquer custo, prender o maior líder político”.
“O que está acontecendo é algo que nunca foi visto antes: uma tentativa de, a qualquer custo, prender o maior líder político que este país já teve, que é Jair Messias Bolsonaro. Presidente, nós estamos com o senhor, acreditamos no senhor e vamos continuar fazendo a nossa voz valer, porque realmente é uma aberração o que temos visto.”
O Coronel Menezes (PL), aliado próximo e compadre de Bolsonaro, na segunda-feira (24), fez uma publicação em apoio ao ex-presidente.
“O país assiste estarrecido um verdadeiro jogo de cartas marcadas, onde o maior líder da Direita do Brasil 🇧🇷 está sendo acusado exatamente daquilo que ele NÃO FEZ. Existe apenas uma tentativa grotesca de dar legitimidade a uma grande aberração jurídica. Nós não vamos desistir do Brasil!”, publicou o bolsonarista.
Vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) também fizeram publicações a favor do ex-presidente.
“PERSEGUIÇÃO! STF aceita denúncia e Bolsonaro vira réu por suposta tentativa de “golpe””, publicou o vereador Coronel Rosses (PL).
“O surpresas: Bolsonaro já é considerado réu por “tentativa de golpe”. Mais um vez, sem garantir o direito da ampla defesa, o Sistema segue perseguindo Jair Bolsonaro por uma suposta “trata golpista”. No momento o placar é de 5 a 0 pra investigá-lo. Seria coincidência tudo isso acontecendo justo quando o Governo Lula passa a ser cada vez mais rejeitado?!”, publicou o vereador Capitão Carpê (PL).
Oposição
A oposição ao ex-presidente Jair Bolsonaro optou por adotar uma postura de silêncio em relação ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) não se manifestaram publicamente sobre a sessão realizada pela Primeira Turma do STF
Próximos passos
Com a aceitação da denúncia, os acusados agora enfrentam um processo penal, onde serão avaliadas as provas e depoimentos. Se condenados, poderão cumprir penas de prisão.
A denúncia da PGR alega que Bolsonaro e seus aliados formaram uma organização criminosa estável, com divisão de tarefas, para promover a ruptura democrática, sendo acusados de abolição violenta do estado democrático de direito; golpe de estado; organização criminosa; dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Leia mais: Bolsonaro se torna o 1º ex-presidente réu por tentativa de golpe de Estado
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