Após a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, Donald Trump afirmou que vê de forma positiva uma nova operação militar. Desta vez, o alvo seria a Colômbia.

Ao comentar o cenário regional, Trump disse que a ideia de uma intervenção “soa bem”. Com isso, ele elevou o tom das declarações sobre a América Latina.

Declarações contra a Colômbia

Em seguida, Trump acusou a Colômbia de ser governada por “um homem doente”, em referência ao presidente Gustavo Petro. O colombiano é o primeiro líder de esquerda da história do país.

Além disso, Trump afirmou que a Colômbia “gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. Segundo ele, essa prática não vai continuar por muito tempo.

Vale lembrar que, em outubro de 2025, o governo norte-americano já havia imposto sanções a Petro. Portanto, as novas declarações aprofundam o desgaste diplomático entre os dois países.

Críticas ao México e avaliação sobre Cuba

Durante a mesma conversa, Trump voltou a criticar o México. De acordo com ele, o país precisa “se organizar”. Por isso, os Estados Unidos deveriam tomar providências em relação ao governo mexicano.

Por outro lado, ao falar de Cuba, Trump adotou um tom diferente. Segundo ele, uma intervenção militar não será necessária, já que o país estaria perto de colapsar por conta própria.

Reação do presidente colombiano

Nesta segunda-feira (5), Gustavo Petro reagiu às declarações. Para ele, as falas de Trump representam uma “ameaça ilegítima”.

Além disso, Petro acusou Washington de agir por interesses políticos ao atacar verbalmente a Colômbia. Assim, o presidente afirmou que as declarações aumentam a instabilidade regional.

Operação militar em Caracas

As declarações ocorrem após a operação militar dos EUA em Caracas. A ação aconteceu na madrugada de sábado (3).

Como resultado, as forças americanas prenderam Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O episódio marcou uma mudança brusca no cenário político venezuelano.

Governo interino na Venezuela

Após a deposição de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência da Venezuela. A decisão partiu do Tribunal Supremo de Justiça e buscou garantir a continuidade administrativa do país.

Em seguida, as Forças Armadas reconheceram Rodríguez como presidente interina. Segundo o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, o mandato provisório terá duração de 90 dias.

Posição dos EUA após a queda de Maduro

No domingo, Trump declarou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela após a captura de Maduro. Ao mesmo tempo, ele afirmou que mantém contato com a nova liderança em Caracas.

Quando questionado sobre conversas com Delcy Rodríguez, Trump evitou detalhes. Ainda assim, disse que Washington controla a situação no país.

Pressão sobre o petróleo venezuelano

Enquanto isso, o secretário de Estado, Marco Rubio, adotou um tom mais cauteloso. Segundo ele, os Estados Unidos não pretendem administrar o dia a dia da Venezuela.

No entanto, Rubio confirmou a manutenção da chamada “quarentena do petróleo”. A medida atinge navios-tanque sancionados antes da queda de Maduro.

Por fim, em entrevista à CBS, Rubio explicou que a estratégia funciona como instrumento de pressão política. De acordo com ele, o objetivo é forçar mudanças na gestão do petróleo e combater o tráfico de drogas.

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