O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) a criação do Conselho da paz em Gaza, um grupo internacional voltado para a reconstrução política e de segurança do território palestino. Entre os líderes convidados está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não respondeu oficialmente ao convite.

A iniciativa marca a segunda fase do plano do governo norte-americano para Gaza, após o acordo de cessar-fogo firmado no ano passado. Trump assumirá a presidência do conselho, que reunirá chefes de Estado e autoridades estratégicas com influência direta nas decisões geopolíticas do Oriente Médio.

O convite ao Brasil chama atenção porque Lula tem histórico de posicionamentos críticos às ações militares de Israel. Em setembro de 2025, o presidente brasileiro declarou que o cenário em Gaza não se tratava de guerra, mas de genocídio, afirmando que civis estavam sendo mortos por um exército altamente armado.

Outros líderes confirmam participação

Além de Lula, Trump convidou diversas autoridades internacionais para compor o Conselho da paz em Gaza. O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou presença e publicou a carta enviada pela Casa Branca em suas redes sociais, classificando a participação como uma honra.

Também integram o grupo:

  • Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
  • Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido
  • Abdel Fatah Al-Sisi, presidente do Egito
  • Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá
  • Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia

Nova fase prevê gestão política de Gaza

Segundo o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, a nova etapa do plano prioriza a organização política e administrativa da Faixa de Gaza. A proposta inclui a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), órgão que ficará responsável por governar o território durante o período de transição.

O plano também prevê o desarmamento de grupos considerados não autorizados. Witkoff afirmou que qualquer descumprimento das regras poderá resultar em sanções severas, sem detalhar quais medidas poderão ser adotadas.

Resultados da primeira fase

De acordo com o governo americano, a fase inicial garantiu:

  • manutenção do cessar-fogo
  • entrada ampliada de ajuda humanitária
  • libertação de reféns sobreviventes
  • repatriação de restos mortais de sequestrados mortos

Agora, a expectativa internacional se volta para a resposta de Lula e para o posicionamento oficial do Brasil diante da nova articulação diplomática liderada pelos Estados Unidos.

*Com informações da Gazeta do Povo

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