Brasília (DF) – O advogado José Luís de Oliveira Lima deixou nesta sexta-feira (22) a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. A mudança ocorreu dois dias após a Polícia Federal (PF) rejeitar a proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa.
Lima era o responsável pelas negociações com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Apesar da saída do advogado, a proposta de colaboração continua sob análise da procuradoria.
PF investiga fraudes financeiras
Daniel Vorcaro voltou a ser preso no dia 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
Desde a prisão, o banqueiro tenta fechar um acordo de delação premiada para colaborar com as investigações.
PGR ainda avalia proposta de colaboração
Mesmo após a rejeição inicial da Polícia Federal, a proposta de colaboração premiada segue em análise pela Procuradoria-Geral da República.
A palavra final sobre a validade do acordo caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.
Pela Lei de Organização Criminosa (Lei 12.850/2013), o ministro não participa da fase de negociação entre a PF, a PGR e a defesa do investigado. Caso a procuradoria aceite a proposta, o conteúdo do acordo será enviado ao STF para homologação.
Possíveis benefícios da delação
Se o acordo for homologado, Daniel Vorcaro poderá receber benefícios previstos em lei, como redução de pena.
Além disso, o banqueiro deverá cumprir obrigações determinadas no acordo, incluindo a devolução de valores obtidos de forma ilícita e o fornecimento de informações sobre as supostas fraudes investigadas pela Polícia Federal.
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