O investimento de R$ 200 milhões anunciado há alguns dias pela Intelbras em uma nova fábrica em Manaus reforça que o Polo Industrial de Manaus (PIM) segue sendo um ecossistema crescente de operações mais automatizadas, eficientes e alinhadas ao avanço da Indústria 4.0.
A expansão acompanha o crescimento da própria companhia e o avanço da demanda por soluções conectadas no país. Segundo o vice-presidente de Segurança da Intelbras, Paulo Daniel Corrêa, o objetivo é ampliar capacidade produtiva e garantir maior flexibilidade industrial. “O investimento busca ampliar a capacidade produtiva, aumentar a eficiência operacional e trazer ainda mais flexibilidade industrial para sustentar os planos de crescimento de longo prazo da companhia”, afirma.
Presente em Manaus desde 2009, a empresa já possui cerca de 1.200 colaboradores na operação local. A nova planta reforça o peso estratégico da capital amazonense dentro da estrutura industrial da companhia.
O investimento ocorre em um momento de transformação do próprio perfil industrial do PIM, que, durante décadas, foi associado principalmente à montagem de produtos eletroeletrônicos. Agora, a pressão por produtividade, automação, inteligência artificial e digitalização começa a exigir operações industriais mais sofisticadas.
Embora os centros de pesquisa e desenvolvimento da Intelbras permaneçam concentrados em Santa Catarina e Minas Gerais, a empresa afirma que Manaus já contribui diretamente para melhorias industriais e inovação em processos produtivos. “A operação de Manaus também contribui continuamente com melhorias, evolução de processos e inovações ligadas à manufatura, eficiência produtiva e excelência operacional”, destaca o executivo.
Outro ponto importante envolve a qualificação profissional. A empresa afirma que a evolução tecnológica da nova unidade será acompanhada por programas de capacitação voltados às novas demandas industriais. “Capacitação e desenvolvimento de pessoas fazem parte da cultura da Intelbras”, afirma Paulo.
O investimento também tende a gerar reflexos indiretos sobre fornecedores, logística e serviços ligados ao setor eletrônico no Amazonas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o mercado brasileiro de eletroeletrônicos segue em expansão impulsionado por digitalização, conectividade, segurança eletrônica e automação residencial e corporativa.
Além da expansão produtiva, a nova unidade nasce com foco em eficiência energética. A Intelbras prevê a instalação de geração de energia solar no telhado da fábrica, alinhando crescimento industrial e sustentabilidade.
Em meio às discussões sobre Reforma Tributária, o anúncio também reforça uma leitura importante para o mercado: grandes grupos industriais continuam enxergando Manaus como um polo estratégico para produção de hardware no Brasil. Para a companhia, fatores como segurança jurídica, infraestrutura adequada e mão de obra qualificada serão decisivos para manter a competitividade industrial da região nos próximos anos.
Pesquisa mostra realidade das mulheres empreendedoras no Norte do Brasil
Um estudo apresentado em Manaus, na sexta-feira (15/5), pelo Consulado da Mulher revelou um retrato desafiador do nanoempreendedorismo feminino na região Norte. Intitulada ‘Nanoempreendedora em foco: Identidade, Sobrevivência e o Paradoxo da Autonomia’, a pesquisa aponta que 80% das mulheres da região começaram a empreender por necessidade absoluta, índice acima da média nacional.
O levantamento foi desenvolvido pelo Consulado da Mulher, organização social mantida pela Whirlpool Corporation, dona das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Outro dado que chama atenção é que 55% das entrevistadas dependem diretamente do próprio negócio como principal fonte de renda familiar. A pesquisa também mostra que 61% possuem apenas ensino básico e 43% têm três filhos ou mais.
O estudo integra as ações do projeto ‘Elas no Território’, desenvolvido em Manaus em áreas como Tarumã-Açu, Monte das Oliveiras e Santa Etelvina, com foco em inclusão produtiva e fortalecimento do empreendedorismo feminino nas periferias da capital amazonense.
Grupo 3corações amplia aposta em cafés premium e valoriza origem amazônica
O mercado brasileiro de café atravessa uma transição de safra, que transpassa o campo e chega à mudança do comportamento do consumidor. E, atenta às mudanças, o Grupo 3corações está lançando 15 novos produtos no seu portfólio, buscando elevar margem onde o mercado hoje é mais generoso: no segmento premium.
A estratégia da maior torrefadora do país desenha o novo manual de sobrevivência do setor. Em um ambiente pressionado pela inflação global de alimentos e pela alta dos custos operacionais, competir apenas por preço virou um jogo de soma zero. A saída da indústria tem sido ancorar o crescimento no valor agregado. Ao investir em cafés solúveis liofilizados (freeze dried) e em grãos de origens controladas (como Cerrado Mineiro e Mogiana Paulista), a companhia tenta transformar um hábito de consumo quase involuntário em uma decisão de compra baseada em experiência e rastreabilidade.
Os dados recentes da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) validam essa tese. O avanço de 2,44% no consumo nacional no primeiro quadrimestre de 2026, mesmo sob o peso dos preços elevados ao consumidor final, mostra a resiliência do mercado interno. Paralelamente, a projeção de que o Brasil colha 66,7 milhões de sacas este ano garante o volume necessário para manter a liderança global. Mas o verdadeiro motor de crescimento real da receita não está nas sacas tradicionais, e sim no dinamismo do consumidor que moe o próprio grão em casa ou busca métodos artesanais.
É nesse cenário de sofisticação que reside o lance mais simbólico da empresa: o avanço sobre o Robusta Amazônico Torrado e Moído. Historicamente visto como um grão inferior e destinado apenas a blends industriais de baixo custo, o café de Rondônia e do interior do Amazonas (com destaque para o polo de Apuí) passa por uma releitura mercadológica radical.
Ao empacotar a produção dessa região sob a grife de cafés especiais, a 3corações faz uma jogada dupla. Primeiro, descentraliza um mercado historicamente oligopolizado pelo Sudeste. Segundo, e mais importante, conecta sua marca diretamente à narrativa da bioeconomia. No varejo moderno, contar uma boa história sobre conservação florestal e fortalecimento de pequenos produtores regionais atrai o consumidor e justifica o preço mais alto na gôndola.
O café brasileiro, portanto, vive um momento de dupla identidade. Enquanto o agronegócio tradicional garante os recordes de exportação em volume, a indústria doméstica corre para consolidar marcas fortes, identidades regionais e sofisticação técnica. A Amazônia, antes uma coadjuvante distante nessa cadeia, agora ganha espaço na mesa do brasileiro, provando que o valor da floresta em pé também pode ser medido em xícaras.
O Boticário transforma rotina infantil em ferramenta de conscientização
Em um cenário publicitário cada vez mais acelerado e dominado pela disputa por atenção, poucas empresas decidem abordar temas delicados e socialmente sensíveis de forma tão direta quanto estratégica. E foi exatamente isso que o Grupo Boticário resolveu fazer ao lançar o projeto ‘É Meu’, iniciativa voltada ao diálogo sobre respeito, limites e proteção do corpo infantil.
A proposta chama atenção porque foge completamente da lógica tradicional de campanhas de cosméticos e higiene. Em vez de focar apenas no produto, a marca decidiu transformar a rotina do banho infantil em um espaço de conversa entre famílias e crianças sobre consentimento, cuidado e respeito ao próprio corpo.
O projeto reúne videoclipe educativo, materiais didáticos, QR Codes integrados aos produtos e conteúdos desenvolvidos em parceria com especialistas em psicopedagogia e proteção infantil, além do apoio do Instituto Liberta. A campanha também utiliza linguagem lúdica e música para tornar um tema extremamente sensível mais acessível ao universo infantil.
RÁPIDAS & BOAS
Nos dias 28 e 29/5, irá ocorrer o ‘IV Seminário de Segurança Inovadora’, no Auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus. Com inscrições gratuitas e emissão de certificado, os interessados podem garantir ingresso por meio do link (https://tinyurl.com/h6mrymx9 ).
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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) está com inscrições abertas para o processo de seleção do Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Bioquímica e Biologia Molecular (PMBqBM), com quatro vagas para cursos de mestrado (1) e doutorado (3). As inscrições são gratuitas e seguirão abertas até sábado (30/5), pelo link (https://www2.sbbq.org.br/siad/).

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