Wilson Lima, pré-candidato ao Senado, defendeu a criação de uma polícia de fronteira e cobrou uma atuação mais efetiva do Governo Federal no combate ao crime organizado na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Segundo ele, os estados enfrentam dificuldades para combater sozinhos o avanço das facções criminosas que utilizam os rios amazônicos como rota para o tráfico internacional de drogas e armas.

Criação de polícia de fronteira

Durante as entrevistas, Wilson Lima afirmou que pretende defender a criação de uma polícia especializada para atuar nas áreas de fronteira, caso seja eleito senador.

Segundo ele, a medida ajudaria a fortalecer a presença do Estado em municípios como Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant, considerados estratégicos no enfrentamento ao crime organizado.

“Eu, como senador, quero trabalhar de forma muito firme para criar uma polícia de fronteira para proteger sobretudo o povo que vive nessa região”, afirmou.

Investimentos em segurança pública no Amazonas

Wilson destacou que, durante sua gestão no Governo do Amazonas, mais de R$ 1,6 bilhão foram investidos na área de segurança pública.

Entre as ações citadas estão a implantação e ampliação das Bases Fluviais Arpão, aquisição de lanchas blindadas, reforço no armamento das forças de segurança e uso de tecnologia para monitoramento dos rios utilizados pelo narcotráfico.

Segundo ele, os investimentos contribuíram para fortalecer as operações de combate ao tráfico de drogas na região amazônica.

Pré-candidato cobra maior participação do Governo Federal

Apesar dos investimentos estaduais, Wilson Lima afirmou que a proteção das fronteiras é uma atribuição da União e que os estados não possuem estrutura suficiente para enfrentar sozinhos as organizações criminosas.

“É preciso que haja uma intervenção firme na área de fronteira por parte do governo federal”, declarou.

O pré-candidato ressaltou que o combate ao narcotráfico exige integração entre os governos federal e estadual, além de ações permanentes de fiscalização nas áreas de fronteira.

Facções criminosas e combate ao crime organizado

Durante as entrevistas, Wilson também comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Para ele, a medida representa um reconhecimento da gravidade das ações praticadas pelas facções e pode contribuir para ampliar o enfrentamento ao crime organizado.

Wilson defendeu que a classificação seja acompanhada por medidas concretas para reforçar a segurança na Amazônia, especialmente na região do rio Solimões, considerada uma das principais rotas do tráfico internacional.

Segurança, BR-319 e Zona Franca entre as prioridades

Wilson Lima afirmou que a criação de uma polícia de fronteira será uma das principais bandeiras de sua atuação no Senado.

Ele também destacou como prioridades a defesa da Zona Franca de Manaus e a pavimentação da BR-319.

Segundo o pré-candidato, ampliar a presença do Estado nas áreas de fronteira é fundamental para garantir mais segurança à população e reduzir a influência das organizações criminosas na região.

(*) Com informações da assessoria

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