A Copa do Mundo chegou. E junto com ela voltaram os técnicos de sofá, os especialistas em arbitragem, os comentaristas de grupo de WhatsApp e aquela frase que atravessa gerações: “Haja coração!”

E convenhamos… do jeito que anda a nossa seleção, talvez nunca tenha sido tão necessária. Porque uma coisa é assistir a um jogo tranquilo. Outra é sobreviver a noventa minutos de passes para trás, gols perdidos na cara da trave e aquela sensação de que o time está jogando uma modalidade que ninguém avisou qual é.

Mas brincadeiras à parte, existe uma pergunta importante escondida nessa história: Como anda o seu coração? 

Não estou falando do coração partido pelo ex, nem daquele que acelerou quando você viu o preço do café no supermercado. Estou falando do órgão que trabalha sem férias, sem folga e sem reclamar. Pelo menos não até o dia em que resolve reclamar de verdade. E aí o susto costuma ser grande.

Durante jogos decisivos, é comum as pessoas ficarem mais tensas, ansiosas e agitadas. O coração acelera, a pressão sobe e o corpo entra em modo de alerta. O problema é que algumas pessoas vivem exatamente assim todos os dias.

Troque o jogo da seleção pelo trânsito, pelas contas para pagar, pelas metas do trabalho, pelos filhos, pela inflação, pelas notícias da televisão… Pronto! Tem gente disputando uma final de Copa diariamente. E o coração pagando a conta.

A verdade é que a maioria das pessoas se preocupa muito com o carro, com a casa, com o celular e até com a bateria do controle remoto da televisão. Mas não faz ideia de como estão as próprias artérias. Aliás, se as nossas artérias falassem, provavelmente algumas estariam gritando: “Socorro! Tem congestionamento aqui!”

Porque, ao longo dos anos, podem ocorrer acúmulos que dificultam a passagem do sangue, como se a pista que deveria ter quatro faixas passasse a funcionar com apenas uma. E ninguém gosta de trânsito, muito menos o coração. É por isso que a prevenção vem ganhando cada vez mais espaço.

Alguns nutrientes já são velhos conhecidos nesse campeonato. A coenzima Q10, por exemplo, ajuda as células a produzirem energia. É como aquele preparador físico experiente que ninguém vê, mas sem ele o time inteiro rende menos.

O resveratrol também merece respeito. Funciona como um dos defensores da equipe, ajudando a proteger o organismo contra os desgastes do dia a dia. Mas a ciência tem revelado alguns jogadores promissores para a seleção da saúde cardiovascular. 

Um deles é a nattokinase. O nome parece de atacante japonês de videogame, mas sua função é bem interessante. Ela ajuda o organismo a manter uma circulação mais livre e organizada. Imagine uma equipe de manutenção trabalhando para remover obstáculos que foram se acumulando ao longo do tempo nas vias por onde o sangue precisa passar. Não é milagre. Não é mágica. Mas é uma estratégia que vem despertando cada vez mais interesse dos pesquisadores.

Outra estrela que começa a ganhar torcida é a L-ergotioneína. Eu sei. Parece nome de jogador contratado na última janela de transferências. Mas ela tem uma característica fascinante: ajuda a proteger as células justamente nos locais onde o desgaste costuma ser maior. Enquanto muitos compostos ficam correndo pelo organismo sem rumo, a L-ergotioneína parece aquele jogador inteligente que sempre sabe onde precisa estar.

Ela ajuda a preparar o terreno, cuidar do gramado, deixar o campo em melhores condições para que o jogo aconteça. E quando falamos de coração, envelhecimento saudável e qualidade de vida, isso faz toda a diferença.

No final das contas, a maior lição da Copa talvez seja essa. Afinal, todo mundo presta atenção no gol, mas pouca gente presta atenção no treinamento. Só que é o treinamento que decide o resultado. E com a saúde acontece exatamente igual: os grandes problemas raramente aparecem de um dia para o outro. Eles costumam ser construídos silenciosamente ao longo dos anos. 

Por isso, durante esta Copa, torça pelo Brasil. Comemore. Reclame do técnico. Discuta a escalação. Sofra nos acréscimos. Mas não esqueça de cuidar do principal jogador da sua equipe: você.

Porque uma eliminação da seleção dói. Mas quem precisa continuar em campo depois que a Copa acabar é o seu coração. 

E aí… ele está preparado para disputar essa partida?

Natasha Mayer é farmacêutica, formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pós graduada em Cosmetologia pela Faculdade Oswaldo Cruz – SP, em Saúde Estética pela Biocursos e em Gestão de Empresas pela Fundação Dom Cabral, Mestre em Engenharia de Produção pela UFAM. E CEO da Pharmapele Manaus.

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