Única mulher a se colocar como pré-candidata ao Governo do Amazonas, a empresária e reitora Professora Maria do Carmo (PL) usou as redes sociais para chamar atenção a números que evidenciam a desigualdade de gênero no Brasil.

Ao tratar do tema, afirmou que a realidade é amplamente percebida, mas pouco verbalizada. “Todo mundo sente, mas quase ninguém fala em voz alta”, declarou.

Em seguida, lembrou que, a cada dez pessoas no mercado de trabalho, mais de cinco são mulheres.

Minoria no poder

No entanto, apesar da maioria em atividades profissionais, a presença feminina segue limitada nos espaços de poder e decisão, tanto no setor público quanto no privado.

“Mesmo assim, quando chegamos aos espaços de decisão, tanto no setor público quanto no privado, continuamos sendo minoria”, afirmou.

Além disso, a pré-candidata destacou a desigualdade salarial. “E a desigualdade aparece também no salário. A cada R$ 10 que um homem recebe, uma mulher recebe pouco mais de R$ 7, mesmo fazendo o mesmo trabalho”, completou.

Outro ponto abordado foi o trabalho doméstico, que, segundo Maria do Carmo, permanece sem reconhecimento social.

De acordo com ela, a sobrecarga recai majoritariamente sobre as mulheres. A cada dez horas dedicadas a essas atividades, sete são realizadas por mulheres, enquanto os homens respondem por três.

Participação feminina na economia

Nesse contexto, a pré-candidata ressaltou o papel das mulheres na dinâmica econômica do país. “Somos nós que decidimos o que consumir, onde consumir. E somos nós que, muitas vezes, fazemos o milagre de de esticar um dinheiro já tão apertado”, afirmou.

Ao encerrar a manifestação, Maria do Carmo direcionou uma mensagem às mulheres, com foco em mobilização social.

“Somos nós que movemos o nosso lar, movemos a economia e movemos a sociedade. Está na hora também de movermos as estruturas que insistem em nos limitar e, diante de tudo isso, está na hora de uma mulher botar ordem na casa. Mudar é urgente. Mudar só depende da gente”, concluiu.

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