A Coreia do Norte condenou, neste domingo (4), os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro. O governo norte-coreano afirmou que a ação representa “a forma mais grave de violação da soberania”.

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados da Venezuela por forças dos Estados Unidos, conforme confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).

Ataques ocorreram em diversas regiões

Os Estados Unidos atacaram, nesse sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela. Donald Trump confirmou a captura de Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.

Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump por ser apontado como chefe do Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Governo norte-coreano classifica ação como “brutal”

De acordo com a agência de notícias estatal KCNA, da Coreia do Norte, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país se pronunciou sobre o caso.

“O incidente é mais um exemplo que confirma claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”, afirmou o ministério.

China e Rússia pedem libertação de Maduro

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da China instou os Estados Unidos a libertarem Nicolás Maduro. O pedido ocorreu um dia depois de a Rússia também solicitar a libertação do presidente venezuelano e da esposa, Cilia Flores.

“A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação”, informou o ministério chinês.

Maduro segue preso nos Estados Unidos

Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

O presidente venezuelano passou a madrugada de domingo no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.

(*) Com informações do Metropoles

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