Quase 8 mil pessoas perderam a vida em rotas migratórias ao longo de 2025, conforme aponta um relatório divulgado nesta terça-feira (21) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

De acordo com o levantamento, o Projeto Migrantes Desaparecidos da agência “documentou mais de 80 mil mortes e desaparecimentos durante processos migratórios desde 2014”, evidenciando a gravidade e a persistência do problema ao longo dos anos.

Além disso, desde o início de 2026, a OIM já contabilizou 1.723 migrantes mortos ou desaparecidos em diferentes rotas ao redor do mundo.

Dados revelam urgência de ação global

Segundo o relatório, a subnotificação ainda é um fator crítico. “Embora os números representem apenas o limite mínimo do verdadeiro número de pessoas afetadas, os dados ressaltam a necessidade de uma ação urgente para acabar com as mortes de migrantes”, destaca o documento.

Nesse contexto, a OIM reforça que os dados refletem um cenário preocupante. “As quase 8.000 mortes registradas em 2025 marcam a continuidade e o agravamento de um fracasso mundial em acabar com estas mortes evitáveis”, afirmou a organização em seu relatório anual.

Queda em relação a 2024 não reduz alerta

Apesar do número elevado em 2025, houve uma redução em comparação com 2024, quando foram registradas cerca de 9.200 mortes de migrantes.

Conforme a OIM, essa diminuição está ligada a diferentes fatores. Por um lado, houve “uma redução real do número de pessoas que tentam seguir pelas rotas migratórias irregulares e perigosas”, especialmente no continente americano.

Por outro, a agência alerta para limitações na coleta de dados. “Mas também se explica pelas restrições financeiras impostas aos atores humanitários que documentam as mortes de migrantes nos principais corredores migratórios”, informou a organização com sede em Genebra.

Desafio humanitário persiste

Diante desse cenário, especialistas apontam que, embora haja variações anuais, o número de mortes segue alto e indica falhas estruturais na proteção de migrantes. Assim, a OIM reforça a necessidade de políticas mais eficazes e cooperação internacional para evitar novas tragédias.

(*) Com informações da Folha de S.Paulo

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