O documentário “ASSOTRAM: Vozes que Transformam” reuniu mais de 80 pessoas neste fim de semana no Palácio da Justiça, em Manaus. A sessão trouxe emoção, representatividade e, além disso, estimulou o debate sobre saúde pública, direitos humanos e inclusão social.

A produção destaca as ações de sensibilização que a ASSOTRAM realiza junto a profissionais do sexo, especialmente mulheres trans e travestis. Nesse sentido, o foco recai na prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Projeto amplia visibilidade e reconhecimento

O evento reuniu integrantes da associação, participantes do documentário, apoiadores e o público em geral. Dessa forma, o encontro fortaleceu a visibilidade do projeto e, ao mesmo tempo, reconheceu o trabalho desenvolvido na capital amazonense.

Idealizado por Paulla Baçal, o documentário integrou o edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), voltado à população trans. Além disso, a obra nasce da vivência direta nas ações que a entidade desenvolve desde 2017.

A produção conta com a parceria da Ybá Criativa. À frente da realização audiovisual, Roberto Fernandes conduziu o projeto e contribuiu para dar forma às narrativas apresentadas.

“O documentário ASSOTRAM: Vozes que Transformam, contemplado no edital PNAB Ciclo 2 para Pessoas Trans, tem como objetivo trazer luz ao trabalho de abordagem de sensibilização que a ASSOTRAM faz com as profissionais do sexo, mulheres trans e travestis. Então é enfatizar e mostrar também a necessidade de mais políticas públicas voltadas para nossa população. A ASSOTRAM foi fundada por quatro mulheres trans que se uniram, cansadas de ver tantas associações LGBTs sendo lideradas por pessoas cisgêneras, que não nos representavam tanto quanto nós mesmas. Então a ASSOTRAM surge dessa necessidade de maior representatividade”, destacou Paulla.

Relatos e ações em campo

Ao longo do documentário, o público acompanha ações práticas nas ruas, como a distribuição de insumos e as orientações sobre saúde sexual. Além disso, relatos evidenciam o impacto direto dessas iniciativas na vida das pessoas atendidas.

A produção reúne diferentes vozes que constroem esse retrato social. Entre os participantes, estão representantes do poder público, profissionais da saúde e integrantes da associação. Assim, o documentário amplia o debate sobre cuidado, acolhimento e acesso à saúde.

Trabalho coletivo e impacto social

Para Joyce Gomes, assistente social e cofundadora da ASSOTRAM, o lançamento simboliza anos de dedicação e atuação contínua.

“Eu sou uma cofundadora da ASSOTRAM, hoje estou como assistente social. O projeto materializa todas as atividades que a gente já vem desenvolvendo, principalmente em relação à abordagem social, e a sensação é de dever cumprido, uma sensação que conforta o coração, de poder ajudar outras pessoas. Ver isso ser externalizado é algo que nos enche de orgulho”, afirmou.

Além da exibição, o encontro promoveu a troca de experiências entre o público e as participantes. Com isso, fortaleceu o diálogo sobre a importância de políticas públicas voltadas à população trans e ampliou a discussão sobre acesso à saúde.

Lançamento online amplia alcance

O documentário chegará ao YouTube ainda este mês, no canal @souauroraboreal. Além disso, o projeto também contará com conteúdos complementares no Instagram @vozesquetransformam.doc. Dessa maneira, a iniciativa amplia o alcance das histórias e reforça a visibilidade das pautas apresentadas.

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