Contribuintes amazonenses que ainda não declararam o Imposto de Renda 2026 têm até o dia 31 de maio para enviar os dados à Receita Federal. Atualmente, mais de 282 mil contribuintes do Amazonas já realizaram o procedimento.
Entre as dúvidas mais comuns está a declaração da pensão alimentícia, principalmente entre pais separados. O professor de contabilidade da Estácio, Emanuel Menezes, explica que tanto quem paga quanto quem recebe devem informar os valores na declaração.
“Quem paga informa para deduzir o valor, desde que exista decisão judicial. Quem recebe também informa, mas hoje a pensão é isenta de imposto para quem recebe. O importante é que os dados de ambos coincidam”, afirma.
Divergência de dados pode gerar malha fina
Segundo o especialista, erros no preenchimento podem levar os contribuintes à malha fina.
“Quem paga informa o CPF de quem recebe em ‘Pagamentos Efetuados’, enquanto quem recebe informa em ‘Rendimentos Isentos’. Se os valores ou CPFs não baterem, o sistema trava e ambos podem cair na malha fina”, explica.
Em casos de dúvidas ou quando o contribuinte possui muitas fontes de renda, investimentos complexos ou bens no exterior, Emanuel Menezes recomenda procurar um profissional de contabilidade.
“Se a pessoa não tiver muitas fontes de renda ou investimentos complexos, a declaração pode ser feita de forma simples pelo celular, no aplicativo ‘Meu Imposto de Renda’, ou pelo computador”, informa.
Declaração pode ser parcelada
O contribuinte pode enviar a declaração pela internet, por meio do programa de transmissão da Receita Federal, ou presencialmente em unidades da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, durante o horário de expediente.
Caso exista imposto a pagar, o valor pode ser dividido em até oito parcelas mensais e consecutivas. No entanto, nenhuma parcela pode ser inferior a R$ 50. Já impostos abaixo de R$ 100 devem ser pagos em quota única. O sistema também oferece opção de débito automático.
Em 2025, cerca de 45,64 milhões de pessoas físicas enviaram a declaração do Imposto de Renda. O número representa 41% da população economicamente ativa do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
