Natal (RN) – Uma criança foi internada após suspeita de contaminação relacionada ao uso de um detergente da Ypê no Rio Grande do Norte.
O caso aconteceu no último dia 7 de maio e segue sob investigação da vigilância epidemiológica.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, a criança recebeu atendimento inicial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pajuçara.
Depois, a equipe médica transferiu a paciente para o Hospital Infantil Varela Santiago.
Produto investigado
A família apresentou aos profissionais de saúde um frasco de detergente da Ypê pertencente a um lote com final 1.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou recentemente o recolhimento de produtos da marca com essa identificação.
Além disso, a agência suspendeu a fabricação, comercialização e distribuição de alguns produtos líquidos da empresa.
Segundo a Anvisa, inspeções encontraram irregularidades em etapas críticas do processo de fabricação.
Essas falhas podem provocar contaminação microbiológica dos produtos.

Sintomas apresentados
De acordo com familiares, a criança entrou em contato com o detergente no dia 6 de maio.
Pouco depois, ela apresentou manchas atrás da orelha e em uma das mãos enquanto estava na escola.
A família procurou atendimento médico imediatamente.
Um parente afirmou que ainda aguarda o resultado oficial dos exames.
“Não afirmamos que a contaminação foi causada pelo produto, mas associamos a situação após o alerta divulgado”, declarou.
Investigação sanitária
A Anvisa informou que identificou 76 irregularidades na fábrica da Ypê durante fiscalização realizada em abril.
Entre os problemas apontados estão falhas no controle de qualidade e no sistema de garantia sanitária.
Mesmo após recorrer da decisão, a empresa manteve paralisadas algumas linhas de produção ligadas aos produtos investigados.
A Ypê afirmou que segue colaborando com a Anvisa e apresentou laudos técnicos sobre os processos de fabricação.
Orientação consumidores
A Anvisa orienta consumidores que possuem produtos dos lotes afetados a interromper imediatamente o uso.
Além disso, a agência recomenda procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para orientações sobre troca ou recolhimento.
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