A tecnologia educacional ganha novo impulso no Amazonas. Além disso, a startup EduMaker Brasil lançou, em Manaus, uma Escola de Robótica. O projeto busca transformar a forma como crianças e adolescentes aprendem, com foco em inovação, criatividade e prática.

Contexto nacional impulsiona iniciativa

O projeto surge em um cenário de modernização do ensino no país. Em janeiro deste ano, o Ministério da Educação (MEC) lançou um edital de R$ 200 milhões. O investimento prevê a implantação de laboratórios tecnológicos em escolas públicas de ensino médio.

Dessa forma, a iniciativa inclui robótica, impressoras 3D, realidade virtual e formação de professores. O objetivo, portanto, é reduzir a evasão escolar e aproximar os estudantes do mercado de trabalho.

Escola aposta em ecossistema maker

Alinhada a esse movimento, a EduMaker Brasil estruturou sua Escola de Robótica em Manaus. Assim, o projeto busca ampliar o acesso à tecnologia e estimular a aprendizagem ativa.

O fundador da startup, o pedagogo Jhony Abreu, explica que a iniciativa terá expansão gradual ao longo de 2026.

“Funcionamento da nossa escola de robótica, como a implantação dos primeiros laboratórios e das trilhas formativas voltadas para crianças, adolescentes e também para a formação de professores; ampliação do número de escolas parceiras; criação de equipes voltadas para competições nacionais de robótica; fortalecimento de programas sociais direcionados a alunos da rede pública e a comunidades periféricas da Amazônia, seguindo a linha de investimentos que estão surgindo no setor”, complementa.

Além disso, a professora auxiliar de robótica educacional Laiziane Silva Gomes afirma que o espaço foi planejado como um ecossistema maker de inovação.

Nesse modelo, a curiosidade vira projeto e, ao mesmo tempo, as ideias se transformam em protótipos. O ambiente reúne laboratórios de programação, robótica, eletrônica, prototipagem, impressão 3D e inteligência artificial (IA).

“Na prática, os estudantes não apenas aprenderão conceitos técnicos, eles irão construir, testar, errar, melhorar e criar soluções reais”, explica a professora. Ela ainda destaca que os alunos poderão desenvolver robôs, programar sensores, modelar peças em 3D e aplicar IA em seus projetos.

Público-alvo e metodologia acessível

A iniciativa atende crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Além disso, a metodologia respeita o ritmo de aprendizagem de cada faixa etária.

As turmas foram divididas em três categorias:

  • Code Kids (6 a 7 anos): desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e primeiros contatos com tecnologia.
  • Code Jr (8 a 12 anos): introdução à programação, robótica e projetos maker com maior autonomia.
  • Code Sênior (13 a 17 anos): atividades avançadas de programação, automação, prototipagem e inteligência artificial.

Segundo Laiziane Silva Gomes, o programa não exige experiência prévia. Assim, os alunos podem começar do zero e evoluir gradualmente.

“O objetivo é desenvolver conhecimentos técnicos associados a habilidades como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe e capacidade de resolver problemas”, frisa.

Estrutura reforça aprendizagem prática

A Escola de Robótica funcionará na sala maker do Colégio Palas Atena, em Manaus. O espaço foi planejado justamente para incentivar o aprendizado prático.

Dessa forma, os estudantes poderão colocar a mão na massa em diferentes atividades de inovação.

Além disso, a professora reforça o papel da inteligência artificial no processo educativo. Segundo ela, a tecnologia prepara os alunos para desafios futuros e amplia a capacidade de criação.

Em vez de apenas consumir tecnologia, os estudantes passam a utilizá-la como ferramenta para desenvolver projetos, analisar dados e potencializar ideias.

“Acreditamos que oferecer aos estudantes contato com tecnologia, inovação e metodologias práticas desde cedo é investir não apenas em conhecimento técnico, mas em confiança”, complementa Laiziane.

Metodologia incentiva protagonismo

Para o fundador Jhony Abreu, a EduMaker Brasil nasceu com o objetivo de transformar o ensino de tecnologia dentro das escolas.

“Para o ano de 2026, estruturamos o projeto dessa nova escola de robótica para ir além das aulas tradicionais, integrando laboratórios de robótica, programação, prototipagem, IA educacional, produção audiovisual e cultura digital por meio de metodologias active”, cita.

Além disso, ele destaca que a proposta rompe com o modelo tradicional de ensino. Dessa forma, o estudante assume papel central no processo de aprendizagem.

“Trabalhamos com resolução de problemas, projetos colaborativos, pensamento computacional, criatividade e empreendedorismo. Enquanto o ensino tradicional muitas vezes ainda está centrado na repetição e memorização, nossa proposta coloca o estudante para criar, testar, errar, reconstruir e inovar”, afirma.

Início das atividades e horários

As atividades da Escola de Robótica começam no segundo semestre deste ano. O formato contará com uma aula semanal de duas horas.

Assim, os horários definidos são:

  • Terças-feiras: 14h às 16h
  • Quintas-feiras: 14h às 16h
  • Sábados: 8h às 10h e 10h às 12h

As informações sobre matrículas e inscrições serão divulgadas no Instagram da instituição: @edumakerschool e @edumakerbrasil.

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