O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa recebeu a excomunhão do Vaticano após participar de uma ordenação de bispos sem autorização do papa. Ligado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), o sacerdote participou do rito em Ecône, na Suíça, no dia 1º de julho.
Além disso, a Santa Sé também puniu outros religiosos envolvidos em ordenações episcopais realizadas sem mandato pontifício.
Arquidiocese de Brasília orienta fiéis
Em nota pastoral, a Arquidiocese de Brasília informou que considera o padre integrante da FSSPX desde abril de 2025.
Com a decisão, a Igreja Católica passou a impedir que o sacerdote exerça atos ministeriais reconhecidos pela instituição. Dessa forma, a Igreja considera inválidos sacramentos como confissão e matrimônio realizados pelo padre.
CNBB recomenda evitar atividades ligadas ao grupo
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também orientou os fiéis sobre o caso.
Segundo a entidade, os católicos devem evitar celebrações e atividades na Capela Santo Atanásio, em Brasília, para não demonstrarem adesão ao movimento considerado cismático pela Igreja.
Enquanto isso, a Santa Sé reforçou que a união com o papa representa um princípio essencial para a Igreja Católica. Além disso, o Vaticano afirmou que as punições buscam preservar a comunhão entre os membros da instituição.
Padre Françoá contesta decisão
Em vídeo publicado nas redes sociais, padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa contestou a decisão do Vaticano.
De acordo com o sacerdote, sua ligação com a FSSPX e sua participação nas sagrações de 2026 representam apenas uma “desobediência grave”, e não um cisma.
Além disso, ele afirmou que a fraternidade reconhece o papa Leão XIV e mantém orações por ele durante as missas.
O padre também defendeu seus atos ministeriais com base na chamada “jurisdição de suplência”. Por outro lado, reafirmou sua rejeição ao Concílio Vaticano II e às orientações recentes da Santa Sé.
Por fim, a reportagem procurou padre Françoá Rodrigues para comentar a decisão. Até o momento, o sacerdote não respondeu. O espaço segue aberto para manifestação.
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