Manaus (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou, nesta terça-feira (14), que a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores defende que ele dispute uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, em vez de concorrer ao Senado. Segundo ele, o posicionamento foi apresentado durante uma reunião realizada na última sexta-feira (10), em Brasília, após o surgimento de especulações sobre seu futuro político.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Marcelo disse que pretendia se manifestar apenas quando retornasse a Manaus, mas decidiu antecipar o posicionamento diante das especulações. Ele também negou rumores de que assumiria a coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Amazonas.
“Ninguém nunca, jamais, em momento algum conversou comigo sobre ser coordenador da campanha do presidente Lula”, afirmou.
Segundo Marcelo Ramos, durante a reunião, a direção nacional do PT informou que o entendimento da legenda é de que sua candidatura a deputado federal ajudaria o partido a recuperar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ele afirmou ainda que essa avaliação foi apresentada em razão de um pedido do senador Eduardo Braga (MDB), que teria manifestado preocupação de que uma candidatura de Marcelo ao Senado pudesse prejudicar sua própria disputa e favorecer a eleição de dois candidatos da oposição ao presidente Lula.
Marcelo defende candidatura ao Senado
Apesar da posição da direção nacional, Marcelo afirmou que apresentou argumentos para manter sua pré-candidatura ao Senado. Do ponto de vista eleitoral, ele destacou que a eleição de 2026 permitirá ao eleitor votar em dois candidatos ao Senado.
Segundo ele, uma segunda candidatura do campo progressista ampliaria as opções para os eleitores ligados ao presidente Lula e evitaria que esse eleitorado tivesse de escolher entre candidatos da oposição ou anular o segundo voto.
O ex-deputado também afirmou que sua candidatura era competitiva e preenchia um espaço político identificado com a esquerda e com o governo federal.
Argumentos políticos
Marcelo Ramos também defendeu que o PT deveria apresentar uma candidatura própria ao Senado por considerar que o partido tem a responsabilidade de oferecer uma alternativa progressista na disputa majoritária.
Ele afirmou que uma candidatura ao Senado seria importante para defender o legado do governo Lula e enfrentar o bolsonarismo no Amazonas, argumentando que, sem sua participação, não haveria outra candidatura com esse perfil ideológico na eleição.
Decisão ainda será tomada
Apesar de reconhecer que a palavra final sobre as candidaturas majoritárias cabe à Direção Nacional do PT, Marcelo disse que ainda não tomou uma decisão sobre disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Segundo ele, a possibilidade é vista com desconforto, já que sua preparação política foi voltada para a disputa ao Senado e muitos de seus aliados já assumiram compromissos na eleição proporcional.
Marcelo afirmou ainda que existe uma terceira possibilidade: não disputar nenhum cargo em 2026. Ele destacou que está realizado profissionalmente na iniciativa privada desde o fim do mandato, em 2022, e que não depende de um cargo público.
Antes de anunciar sua decisão, o ex-deputado informou que pretende conversar com familiares, aliados políticos e a militância do PT. Ao final da manifestação, pediu orações e a opinião dos apoiadores para ajudá-lo na definição sobre seu futuro político.
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