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Turismo

Turismo é alternativa econômica para Estado do Amazonas

Estado conta com relevo diversificado e o atrativo de estar localizado integralmente na maior floresta tropical da terra

Floresta Amazônica
Amazonas possui diversas atrações turísticas - Divulgação

Manaus (AM) – Em tempos de incerteza no Amazonas, sempre se apontam novas alternativas econômicas para se acabar com a dependência da Zona Franca de Manaus. Uma das soluções vislumbradas por especialistas e autoridades está no turismo, diante da diversidade de atrações encontradas no Estado.

O Estado conta com variados tipos de relevo dentro da imensidão da Floresta Amazônica, ecossistema presente em toda a região, mas as ações para melhoria de visitantes no Amazonas ainda conta com iniciativas incipientes, tanto do poder público, como da iniciativa privada.

De acordo com a Amazonastur, o turismo, enquanto gerador de empregos e oportunidades de trabalho e renda, pode impactar positivamente a economia do Amazonas ao passo em que se interiorizam as atividades.

“Deve-se ter em mente que o turismo no Amazonas é uma atividade de nicho, ou seja, não é e não pode ser trabalhado como turismo de massa. A nossa atratividade está intimamente ligada à natureza e à cultura dos povos tradicionais, isso se traduz em experiência para o visitante, que busca maior exclusividade e que se sentir como parte da localidade”, afirmou a empresa.

Amazonastur

A Amazonastur destaca, ainda, que os segmentos de maior expressão no Amazonas são os de observação da natureza, pesca esportiva, turismo cultural e náutico, além do turismo de observação de aves, que possui alta participação per capita, por ser altamente especializado e com preço mais elevado.

A pesca esportiva contribui para a economia local das cidades ribeirinhas do Rio Negro.

Questionada sobre os planos voltados ao fortalecimento do turismo, a Amazonastur ressaltou que em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), elaborou o Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo do Estado.

“O objetivo é posicionar definitivamente o destino Amazonas como referência do turismo de natureza no mercado nacional e internacional, viabilizando assim a atividade do turismo como uma das mais importantes matrizes econômicas do Estado. O Governo do Estado, por intermédio da Amazonastur, está iniciando o desenvolvimento do Plano, buscando parcerias, recursos e investimentos para começar essa construção de um turismo sustentável e sólido”, afirmou.

Segundo os indicadores da Amazonastur, no ano de 2020 a movimentação de turistas que visitaram o Amazonas teve uma queda de 45,01%, em comparação a 2019, saindo de 624.774 para 343.530 turistas, considerando o cenário pandêmico.

Conforme os dados Observatório de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (Observatur-UEA), o turismo de Manaus gerou uma receita de R$ 797.907,09 no terceiro trimestre de 2020, muito aquém das possibilidades que o Estado oferece.

Para a presidente da Manauscult, Oreni Braga, não há dúvidas dúvida de que o turismo será um novo pilar no Estado.

“Nós sabemos que a Zona Franca de Manaus tem uma importância estratégica. Daí porque o polo industrial é denominado Polo Industrial de Manaus. Essas empresas empregam, geram renda e emprego no Brasil, portanto são importantíssimas para fomentar atratividade para o turismo com o projeto idealizado pela SUFRAMA denominado ‘Zona Franca Portas Abertas’. Além disso nós temos aqui todos os atrativos necessários para que o turismo se torne a economia paralela da Zona Franca de Manaus, basta que haja vontade política para que isso possa acontecer”.

Ainda de acordo com Oreni Braga, o prefeito de Manaus está comprometido com o setor. “David Almeida definiu atrativos, projetos estratégicos para a capital como é o caso, por exemplo, do Memorial Encontro das Águas Rosa Almeida. Há também o projeto do Mirante da Ilha, próximo a Marinha, que será um projeto fantástico”, afirmou.

Segundo Oreni, os projetos elaborados pela prefeitura por meio da Manauscult vão gerar renda, riqueza e empregos para as pessoas, principalmente para o setor de serviços, incluindo a prestação de serviço de gastronomia e de artesanato.

As cestarias estão entre as principais peças produzidas pelos artesão do Amazonas.

“Também estamos trabalhando um estudo que será um termômetro para o turismo na cidade de Manaus. Nós precisamos saber o perfil do nosso turista, de onde ele veio, o que veio fazer, quanto gastou, quanto tempo ficou em Manaus. O quanto entrou na economia do município em termos de gastos dessas pessoas que visitam a capital e esse estudo vai nos mostrar isso”, disse.

Interior

O secretário municipal de planejamento, agroindústria, comércio e turismo de Rio Preto da Eva, Ronislei Martins, falou sobre os projetos para fortalecer o turismo no município, localizado na Região Metropolitana de Manaus.

“Os projetos para o desenvolvimento da atividade do turismo no município visam implementar a descentralização das atividades levando os visitantes para as cachoeiras, para os balneários, para as comunidades e principalmente para o turismo de pesca esportiva. Outro grande projeto dentro dessa perspectiva é a criação do Parque Municipal no Balneário Municipal. A pretensão é criar esse parque aquático temático para termos atratividade turística. Então esses são os dos principais projetos neste momento”, falou.

Segundo ele, as principais potencialidades do Rio Preto estão no turismo de Balneário, turismo gastronômico por meio do café regional e o turismo de pesca esportiva, praticada na parte mais baixa dos rios.

“O turismo não é somente estrangeiro. Há também turismo local, quando são realizados torneios de futebol, no qual as pessoas vão passar um período de 24 horas utilizando bens e serviço. Isso já é turismo doméstico”, completou.

O secretário não falou, porém, qual seria a estratégia do município para atrair o turista nacional ou mesmo estrangeiro, cujo nível de exigência é bem maior do que o do turista local.

Ecoturismo

Conforme o proprietário de uma agência local especializada em turismo ecológico no município de Presidente Figueiredo, Wesley Henrique, é indispensável mostrar a importância do ecoturismo, que é mais aproveitado pelos próprios amazonenses.

“Nossa empresa, por incrível que pareça, atende mais a população regional. Existe em nossos passeios, uma grande parcela de manauaras e amazonenses, que fazem os passeios sem nunca terem pisado em Presidente Figueiredo, que é uma cidade localizada, aproximadamente, a cem quilômetros de Manaus. É claro que gente leva pessoas de fora, mas em grande parte a população regional é que está presente em nossos passeios”, afirmou.

Presidente Figueiredo se destaca no turismo ecológico, em razão de suas riquezas naturais como cachoeiras e cavernas.

O empresário disse que espera maior atenção e vontade do poder público e do setor privado para o segmento de viagens.

“A gente espera que a esfera privada e a esfera pública possam se unir e trabalhar em projetos e aportes para facilitar o desenvolvimento do turismo, que tem um potencial enorme e gigantesco no Amazonas. A cidade de Presidente Figueiredo, embora conte com inúmeros atrativos naturais, própria para turismo de aventura, ainda carece de um plano mais estruturado que possa oferecer mais conforto aos turistas que buscam o Amazonas como opção de passeio”.

Artesanato

A artesã amazonense Rita Prossi, que assim como tantos outros artesãos que dependem de maior movimentação turística no Estado para obter renda, fala da importância e relação turismo-artesanato e do peso do nome “Amazônia”.

“A Amazônia tem um peso muito forte lá fora e já foi considerada a marca mais famosa do mundo. Então, é muito significativo fazer peças inspiradas na Amazônia, pois o artesanato é muito valorizado. Quando a gente faz exposições dentro do Brasil já há um grande impacto. Muita gente fala que vem visitar o Amazonas para comprar mais itens dos artesãos da região. Isso já é muito legal”, afirma, Rita, que já participou de exposições no Brasil e outros países como a Itália e França.

Ela acrescenta que, pelo mundo afora, as pessoas ficam admiradas, e querem muito adquirir os produtos.

” É um caminho árduo, mas é valioso tornar nossa cultura e nosso trabalho visíveis para o mundo. Eu penso que o investimento no turismo deve existir, pois o Amazonas possui muitas riquezas. O futuro da Amazônia pode estar no turismo”, finalizou.

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