Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que policiais prendem a empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos de violência extrema na internet para compradores da Europa.
Nas imagens, os agentes mandam a mulher colocar as mãos na cabeça e vestir a roupa enquanto cumprem o mandado de busca e apreensão.
Além disso, os policiais mostram vídeos das agressões e perguntam se ela se reconhece nas gravações. No entanto, a suspeita nega participação nos crimes.
“Você se reconhece nesse vídeo?”, questiona um policial. Em seguida, o agente cita a tatuagem e as marcas nas pernas da mulher usadas para identificá-la.
Polícia investiga vídeos de zoosadismo
Segundo a Polícia Civil de São Paulo (PC-SP), Daiana gravava vídeos de violência contra gatos, coelhos e pintinhos.
De acordo com as investigações, a empresária esmagava os animais com os pés e as mãos durante as gravações.
Depois disso, ela vendia os conteúdos em plataformas semelhantes ao Discord por valores entre 20 e 50 euros, dependendo do tipo de vídeo solicitado.
Além disso, os investigadores afirmam que a suspeita mantinha uma espécie de produtora de conteúdos de sadismo animal.
ONG da Bulgária denunciou os crimes

As investigações começaram após uma ONG da Bulgária denunciar o caso à Polícia Federal brasileira.
Segundo a polícia, a entidade teve acesso aos vídeos e encaminhou o material às autoridades do Brasil.
A empresária responderá pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência contra animais.
Depois disso, a Delegacia de Crimes contra os Animais, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), assumiu o caso.
Agora, os investigadores tentam descobrir há quanto tempo os crimes aconteciam e quantos vídeos a suspeita comercializou.
Sapatos usados nas gravações foram apreendidos
A polícia prendeu Daiana no Centro de São Paulo.
Durante a operação, os agentes apreenderam os sapatos usados nas gravações dos vídeos de tortura, considerados provas importantes para a investigação.
Veja vídeo:
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