Um casal gay denunciou nas redes sociais ter sofrido ataque homofóbico durante uma discussão em um shopping da zona leste de Manaus. Segundo o relato, a situação começou quando uma mulher abordou o casal enquanto eles caminhavam de mãos dadas pelo local. Posteriormente, a Polícia Civil identificou a mulher como investigadora da corporação.

Vídeos registram discussão e ganham repercussão

De acordo com a denúncia, a investigadora se incomodou com a demonstração de afeto e, em seguida, passou a dirigir ofensas verbais ao casal, utilizando palavrões e expressões consideradas discriminatórias. Além disso, pessoas que presenciaram a discussão registraram as cenas em vídeo. Pouco depois, as imagens começaram a circular nas redes sociais e ampliaram a repercussão do caso.

Polícia Civil se manifesta

Diante da divulgação dos vídeos, a Polícia Civil do Amazonas se manifestou oficialmente nesta sexta-feira (2). Em nota, a instituição informou que a investigadora já estava afastada das atividades operacionais antes do episódio e que, atualmente, exerce funções administrativas por meio de readaptação funcional, conforme determina a legislação.

Situação funcional da investigadora

Além disso, a corporação explicou que a equipe médica acompanha a condição de saúde da servidora e avalia sua situação funcional. Paralelamente, o serviço psicossocial da instituição presta acompanhamento desde a identificação do quadro clínico.

Porte de arma é suspenso

Como consequência dos fatos recentes e seguindo os protocolos internos, a Polícia Civil suspendeu o direito da investigadora de portar armamento. Segundo a corporação, todas as medidas relacionadas à condição funcional da servidora seguem, portanto, os trâmites administrativos e legais.

Outro episódio amplia questionamentos

Além do episódio registrado no shopping, outros vídeos divulgados nas redes sociais mostram a investigadora envolvida em uma confusão em um posto de combustíveis no bairro da Ponta Negra, na zona oeste de Manaus. Nessas imagens, ela discute com uma funcionária durante o atendimento e adota um tom agressivo e ofensivo. Com isso, pessoas que estavam no local demonstraram revolta diante da situação.

Na gravação, a investigadora reclama que alguém teria furado a fila e, logo depois, critica o atendimento, utiliza palavrões e exige a presença do gerente do estabelecimento. Dessa forma, as novas imagens reforçaram os questionamentos sobre a conduta da servidora fora do ambiente institucional.

Posição da instituição

Por fim, a Polícia Civil do Amazonas reafirmou, em nota, o compromisso com o cuidado de seus servidores e com o cumprimento rigoroso das normas legais. Ao mesmo tempo, a corporação destacou que repudia qualquer forma de discriminação e segue avaliando os fatos dentro dos limites administrativos e legais.

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