O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, confirmou na tarde desta sexta-feira (9) que os Estados-membros aprovaram o acordo por ampla maioria.
Em suas redes sociais, Lula destacou: “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”.
Benefícios
Lula ressaltou que o tratado trará benefícios para ambos os blocos e simboliza “uma sinalização em favor do comércio internacional”.
O presidente brasileiro teve papel ativo na construção do acordo e buscou finalizá-lo no final do ano passado, durante a presidência brasileira do Mercosul.
Para ele, a concretização do acordo era uma prioridade. O presidente também qualificou o momento como um “dia histórico para o multilateralismo” e lembrou que a negociação durou 25 anos até sua conclusão.
“Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre-comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões”, pontuou.
O termo multilateralismo, mencionado por Lula, refere-se à cooperação entre diversos países visando interesses comuns nas relações internacionais.
Ele se opõe ao unilateralismo, quando um país age sozinho, e ao bilateralismo, que envolve apenas dois países.
Próximos passos para a ratificação do acordo
Com a aprovação confirmada, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acordo com os membros do Mercosul, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O Paraguai assumiu a presidência rotativa pro-tempore do bloco em dezembro de 2025. Os países do Mercosul também precisarão submeter o texto final aos seus parlamentos.
No entanto, a entrada em vigor do acordo será individual, não sendo necessário aguardar a aprovação simultânea dos quatro Estados-membros.
Em comunicado, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) celebraram a assinatura do acordo.
“Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, afirmam as pastas.
Leia mais: UE aprova acordo de livre comércio com Mercosul após 25 anos.
