Manaus (AM) – A Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) realiza ações integradas permanentes para atender pessoas em situação de rua no centro histórico da cidade. A iniciativa fortalece políticas públicas de assistência social, promovendo acolhimento humanizado, respeito aos direitos humanos e oportunidades de reconstrução de vidas vulneráveis.

Atendimento humanizado e resultados concretos

A Casa de Acolhimento Padre Orlando Barbosa, inaugurada em 30 de outubro de 2025, já inseriu 35 pessoas no mercado de trabalho e facilitou o retorno de 45 estudantes à Educação de Jovens e Adultos (EJA). O Centro Pop atendeu 36 mil pessoas em 2025, reforçando a importância das políticas públicas de assistência social.

Segundo o secretário em exercício da Semasc, Nildo Melo, a gestão atual ampliou o cuidado com a população em situação de rua.

“A Prefeitura de Manaus atua com empatia e políticas públicas humanizadas, garantindo atendimento diário, escuta qualificada e encaminhamento para serviços que assegurem dignidade e oportunidades de recomeço”, afirmou.

Equipe qualificada e abordagem integrada

As equipes são formadas por psicólogos e assistentes sociais, atuando em parceria com o Ministério Público e a Defensoria Pública. “É um trabalho de escuta, acolhimento e convencimento, que tem apresentado resultados muito positivos”, completou Melo.

As abordagens incluem encaminhamentos diários para o Centro Pop ou para a Casa de Passagem, oferecendo alimentação, higiene, cursos profissionalizantes, reinserção educacional, apoio para ingresso no mercado de trabalho e tratamento quando necessário.

Márcia Helena Braga, chefe de Média Complexidade da Semasc, destacou que o atendimento respeita a decisão individual. “Não trabalhamos de forma compulsória. O usuário precisa criar vínculo e aceitar o acolhimento. Nosso objetivo é garantir cuidado, dignidade e possibilidades reais de saída das ruas”, explicou.

Rede estruturada e integração de serviços

O município mantém uma rede estruturada para atendimento, incluindo o Centro Pop, que oferece banho, troca de roupas, alimentação e acesso a políticas públicas de saúde e educação. Para quem aceita o acolhimento institucional, há a Casa de Passagem, voltada à reintegração social com dignidade e respeito.

Jesilva Barbosa, gerente da Casa de Acolhimento Padre Orlando Barbosa, explicou que o equipamento funciona integrado ao Centro Pop, com acompanhamento técnico individualizado. “As instituições referenciam entre si e, ao chegar aqui, a equipe avalia se a pessoa deseja o acolhimento, que dura de 15 a 90 dias, podendo ser prorrogado conforme a necessidade”, disse.

Histórias de transformação

O trabalho já trouxe resultados significativos. A Casa de Acolhimento possibilitou inserção no mercado de trabalho e reinserção escolar. Quando necessário, acolhidos recebem encaminhamento para instituições parceiras, como a Fazenda da Esperança, CRDQ e comunidades terapêuticas para dependência química.

Um exemplo é um ex-morador de rua de 42 anos, que encontrou no acolhimento institucional a chance de recomeçar. “Aqui, fui acolhido, recebi apoio para voltar a estudar, fazer cursos e me reorganizar. Hoje, tenho esperança novamente”, relatou. Ele ainda conquistou bolsa universitária e se prepara para retornar ao mercado de trabalho.

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