Não, não e não. Não vou escrever sobre a postura vassala de parte dos partidos de esquerda do Amazonas que está submissa aos caciques políticos. Não quero achar inusitada a reunião de delegados federais com o pré-candidato Omar Aziz, em pleno ano eleitoral.
Não pretendo discorrer sobre a patifaria dos penduricalhos pagos aos poderosos do setor público. Não cito como o patrimonialismo captura a política e as instituições de Estado no Brasil. Pretendo sim, com o coração amoroso e mente livre dedicar espaço ao meu encontro com Sofia.
Antes de escrever sobre Sofia, pensei sobre a “mão invisível” que controla tudo na Secretaria de Educação do Amazonas, conforme o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Ari Moutinho Filho, mas resolvi não tocar no tema. E quase fui induzido a gastar tintas e tempo para expor as investigações do caso Banco Master que envolvem figurões da política nacional, do empresariado, ministros do Supremo Tribunal Federal e do governo do Amazonas, por meio do Amazonprev. No entanto, deixo essa amargura para outra oportunidade.
Um amigo até sugeriu, que seria o momento oportuno, destacar as investigações da Polícia Federal sobre vendas de sentenças no Superior Tribunal de Justiça – STJ que envolvem ministros, funcionários, advogados e empresários. E sublinhar palavras de um senador da República que defendeu a necessidade de botar ministros de tribunais superiores na cadeia, visto que existem ministros envolvidos com corrupção, mas resolvi ressaltar a nossa relação com Sofia; uma advogada enviou outra sugestão para a minha crônica: abordar nomeações de mulheres de ministros, de governadores e de gente incompetente para os tribunais de contas nos estados. Porém, deixei isso para tratar em outro dia.
E o jornalismo agoniza. O jornalismo vai sendo substituído por redes de influenceres com ou sem diploma de jornalista. E quem banca toda essa engrenagem milionária? O mais importante é bajular governantes e receber patrocínio? Isso quero tratar depois, abraçar Sofia é o meu principal interesse. Nem busco expor os péssimos indicadores de educação, saúde e segurança ou facções que comemoram com foguetórios na terra onde reina a violência.
Nem tenho a pretensão de comentar a operação da Polícia Civil do Amazonas contra funcionários públicos do Poder Judiciário, do Executivo Municipal e das Casas Legislativas de Manaus e do Estado, dado que não tenho elementos sólidos e, também, porque quero explicar os ensinamentos de Sofia.
Há 04 anos, quando encontrei as postulações de Sofia, na Universidade Federal do Amazonas – UFAM, os fenômenos sociais e naturais ainda me causavam espantos. Depois de formado, com quase 60 anos de idade, sigo ainda mais curioso, inquieto, atento e crítico. Não deixei de refletir, não deixei de agir, e busco ir muito além de só existir, uma vez que a vida é diversa e mais rica do que os conceitos trazidos por Sofia, pela Filosofia.
Ela ensinou-me sobre o egoísmo, a violência, a vaidade, a ganância, o medo, a inveja e a maldade humana, bem como a finitude do homem num universo que se expande ao infinito. E seus ensinamentos trouxeram-me a riqueza de saber viver em um mundo tão adverso e até cruel, como nos dias atuais.

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